Servidores municipais continuam greve em Florianópolis Guto Kuerten/

Posto de Saúde no Monte Cristo funcionava normalmente nesta terça-feira

Foto: Guto Kuerten

O atendimento à população em postos de saúde, creches, escolas, núcleos de educação infantil e demais órgãos da prefeitura de Florianópolis pode voltar a ficar prejudicado nesta terça-feira com a continuidade da greve dos servidores municipais iniciada na segunda.

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Até o fim do dia, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) estima que pelo menos 90% dos trabalhadores parem suas atividades em adesão ao movimento.

No início da manhã, a reportagem visitou postos de saúde na região central da Cidade, que funcionavam normalmente. Era o caso do atendimento no posto da comunidade do Monte Cristo, na parte continental da cidade.

Ainda não foram divulgados balanços, pela prefeitura, da situação nos pontos de atendimento ao público.

Na segunda, conforme levantamento da categoria, dos 44 postos de saúde na cidade, 30 não funcionaram, oito atenderam o público parcialmente e 6 continuaram atendendo normalmente.

Protestos

Segundo a presidente do sindicato, Alcilea Medeiros Cardoso, a greve iniciada na segunda-feira atinge servidores da Educação, Saúde, Obras, Floram e operacionais da prefeitura.

Nesta terça, a categoria volta a se reunir numa assembleia geral em frente à Catedral Metropolitana, no Centro da cidade, às 14h. Os digirentes aguardam uma convocação, pela prefeitura, para uma reunião para debater as reivindicações da classe.

Após a assembleia, os manifestantes devem sair em passeata pelas ruas centrais da cidade, passando pela frente da sede da prefeitura.

Paralisação

Os servidores públicos entraram em greve por tempo indeterminado na segunda-feira, depois que representantes da prefeitura não teriam comparecido a uma reunião com dirigentes do Sintrasem para discutir questões trabalhistas.

Conforme a presidente Alciléia, a categoria reivindica, principalmente, a criação de um plano de cargos e salários para os servidores civis e o pagamento de gratificação salarial para auxiliares de sala do Ensino Infantil e técnicos da área de Saúde. 

— Vínhamos debatendo com a prefeitura havia meses, mas eles interromperam a negociação sem dar explicações. Por isso iniciamos uma nova paralisação, apesar dos avanços já conseguidos— ressalta a dirigente sindical.

Segundo ela, questões como a liberação do gozo da licença-prêmio para professores e a inclusão da categoria na discussão do Estatudo do Magistério, em fase de criação pela prefeitura, também são questões pendentes.

Ainda na segunda, o secretário municipal de Administração e Previdência de Florianópolis, Constâncio Maciel, disse que a prefeitura não teria como conceder a gratificação requerida pelos servidores por causa do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A lei, segundo Maciel, estabelece que a prefeitura gaste, no máximo, 51,30% da receita líquida corrente com a folha de pagamento dos servidores.

O sindicato questiona a posição do secretário. Segundo Alciléia, a LRF é usada como justificativa para não conceder o benefício, mas não seria levada em conta, por exemplo, para a criação de novos cargos pelo prefeito. Haveria uma margem financeira para pagar as gratificações.
DIARIO.COM.BR
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