Moradores do Morro do Mocotó fecham Avenida Silva Jardim, em Florianópolis, em protesto Diogo Vargas/

Moradores colocaram fogo em pneus e lixo para bloquear o trânsito

Foto: Diogo Vargas

Cerca de 100 moradores do Morro do Mocotó fecham os dois sentidos da Avenida Silva Jardim, desde as 14h desta segunda-feira, em protesto pela morte de um jovem, na noite de sexta-feira, após confronto com a Polícia Militar. Os manifestantes trancaram as vias com pneus e gritam por justiça enquando empunham cartazes. 

A situação é tensa no local e os moradores ameaçam a todo momento entrar em conflito com os policiais. A PM pediu reforço do policiamento ostensivo e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Por volta das 14h50min, a Tropa de Choque chegou ao local para esvaziar o protesto, mas os manifestantes dizem que não vão deixar o local e pode haver confronto.

O trânsito está completamente parado na região, incluindo o túnel Antonieta de Barros, que liga o Centro ao bairro Saco dos Limões, e a Avenida Beira-Mar Norte. Há pneus e lixo queimados pela via.

Entenda o caso

Na noite da última sexta-feira, Guilherme dos Santos, 23 anos, foi morto a tiros no Morro do Mocotó. Segundo informações da PM, agentes do 4º Batalhão estavam em uma operação pelos becos e vielas da região identificada como "Cabeça do Santo" quando o jovem teria feito disparos. 

O rapaz teria sido visto caminhando com uma pistola 9 mm na mão. Quando percebeu a presença dos policiais, Guilherme teria disparado. Os PMs revidaram e acabaram atingindo o jovem, que morreu no local. 

Os manifestantes reclamam de que a morte de Guilherme teria sido uma execução, e não uma troca de tiros como declarou a PM.  A vítima tinha diversos antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. No ano passado, já havia trocado tiros com policiais militares.

DIÁRIO CATARINENSE
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