Idoso admite que fazia sexo com vaca em Palhoça Reprodução/RBS TV

Euclides Tasca, de 69 anos, está detido na Delegacia de Polícia de Palhoça

Foto: Reprodução / RBS TV

O idoso que foi preso nesta quarta-feira no sítio onde mora em Palhoça, na Grande Florianópolis, confessou que fez sexo com a vaca. Euclides Tasca, de 69 anos, está detido na Delegacia de Polícia do município.

— É verdade. Não estou mentindo. Para que mentir? — admitiu Tasca.

A vizinha, que fez a denúncia, disse que crianças teriam presenciado o ato. Tasca já foi detido outras vezes pela polícia, por praticar o mesmo crime.

— Ele mandou eu trancar minhas crianças dentro de casa e perguntou se eu não queria ficar no lugar da vaca, se eu estivesse incomodada. E ele toda vida fala a mesma coisa. Eu não aguento mais isso — desabafou a mulher, cuja identidade não foi divulgada.

Em entrevista ao Jornal do Almoço, o delegado responsável pelo caso, Atílio Gaspari, diz que se for considerado culpado, o idoso pode pegar de dois a quatro anos de reclusão pelo crime de ato libidinoso.

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Crimes contra os animais ainda são tratados de forma diferenciada

A presidente da ONG Amigos e Protetores dos Animais de Palhoça (Aprap), Shalma Teixeira, explica que a legislação federal contra crimes ambientais (Lei 9.605-98) prevê reclusão de seis meses a um ano para quem torturar animais. Porém, para que sejam movidas ações, muitas vezes, é necessário o encaminhamento da polícia.

— Algumas vezes registramos boletim de ocorrência, mas não há investigação nesse sentido. Acaba se tornando um conflito de competências, entre Polícia Civil, Militar e Ambiental — destaca.

Uma das soluções buscadas pela ONG junto ao congresso nacional é a criação de uma delegacia especializada em crimes contra animais. Santa Catarina passaria a ser o primeiro estado brasileira a possuir uma.

De acordo com o Ibama, nesse caso a própria Polícia Civil pode enquadrá-lo conforme a Lei 9.605.
DIÁRIO CATARINENSE
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