As oito empresas de capital aberto do Norte do Estado que já apresentaram as demonstrações contábeis do primeiro trimestre à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tiveram um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2010. O faturamento líquido foi de R$ 3,89 bilhões.

Os lucros continuam crescendo, porém em um ritmo bem menor: a expansão foi de 3,7%. O resultado final nos três primeiros meses do ano foi de R$ 410 milhões. O desempenho foi afetado principalmente pelo forte crescimento no preço das matérias primas.

O custo de produção cresceu de 72,1% das vendas, em 2010, para 74,4%, no começo deste ano, impactando negativamente sobre a lucratividade, que caiu de 11,2%, no ano passado, para 10,6%, neste ano.

O diretor de relações com investidores da Weg, Laurence Beltrão Gomes, sintetiza o que foi este começo de ano:

— O primeiro trimestre foi caracterizado pelo robusto crescimento das vendas, pela pressão causada pela alta no preço das matérias-primas nos custos de produção e pela apreciação do real.

A expectativa de crescimento menor da economia brasileira neste ano não afeta os planos e o otimismo das empresas. Pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central mostra que as instituições financeiras projetam um crescimento de 6,23% em 2011.

— O primeiro trimestre de 2011 foi marcado por apresentar uma atividade econômica ativa influenciada pela manutenção do ritmo de crescimento. Desta forma, evidencia-se um cenário favorável — , aponta o relatório de administração da Schulz.

O forte aumento nos principais insumos usados pelas empresas – aço, cobre e algodão – começa a ser repassado com aumento nos preços para os consumidores. Os custos das vendas e as despesas operacionais na Tupy, por exemplo, aumentaram 28%. Parte desta alta foi repassada para o consumidor. A empresa teve um crescimento de 25% no primeiro trimestre, comparativamente a igual período de 2010.

As empresas também estão ampliando investimentos. A jaraguaense Marisol aplicou R$ 4,7 milhões – 17,5% a mais do que em 2010 – em atualização tecnológica e modernização das fábricas. A Schulz multiplicou quatro vezes e meia o valor investido. Foram R$ 17,9 milhões para desenvolvimento de novos produtos, ferramentais, máquinas e equipamentos.

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