Ao falar aos senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o livro Por uma vida melhor, utilizado em escolas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), não ensina a falar ou a escrever errado, conforme dizem críticos do material.

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O ministro disse que os próprios críticos do livro reconhecem não terem lido a obra. Alguns, disse, após tomarem conhecimento do total da obra, retiraram as críticas. Por outro lado, o ministro ressaltou que o MEC recebeu inúmeras manifestações apoiando o livro.

Haddad disse que os exercícios contidos no livro pedem aos alunos que transformem frases escritas na linguagem popular para a norma culta. 

—  O livro parte de uma realidade comum ao aluno e traz o estudante para a norma culta —  disse.

Ao defender uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, o livro admite a troca dos conceitos "certo e errado" por "adequado ou inadequado". A partir daí, frases com erros de português como "nós pega o peixe" poderiam ser consideradas adequadas em certos contextos.

Apesar das críticas de educadores e escritores, o MEC já havia informado que não pretendia retirar das escolas o livro distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático. De acordo com o Ministério, o livro foi concebido especialmente para a educação de jovens e adultos e aprovado por um conselho editorial.

Além disso, foi referendado por uma comissão formada por professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ainda de acordo com o ministério, não existe interferência política na escolha dos livros didáticos.

VÍDEO: Professor diz que contexto justifica
erro gramatical em livro didático. Assista:

AGÊNCIA SENADO
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