Todo quadrimestre, a Prefeitura precisa apresentar, em audiência pública, a prestação de contas na Câmara de Vereadores. Mas o encontro marcado para esta terça-feira, às 14 horas, ganhou contornos diferentes.

Por causa da greve, o Ibope do encontro deve aumentar. O Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej) já avisou que mandará uma comitiva para tentar pressionar o governo. Os números serão apresentados pelo secretário da Fazenda, Flávio Martins Alves. A determinação pela audiência é do Tribunal de Contas da União, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para o chefe de gabinete da Prefeitura, Eduardo Dalbosco, é a oportunidade de a população se inteirar das contas.

— A Prefeitura trabalha com 47,79% da arrecadação empregados na folha. Se em anos anteriores, quando era de 43%, já existia preocupação, agora ela aumentou —, afirma Dalbosco. Ele acredita que, com os números, poderá sensibilizar a população.

— Vamos mostrar que o dinheiro que entra na Prefeitura é um só. É do mesmo montante que sai o salário dos servidores e o que é gasto em obras.

Na segunda, a Justiça não aceitou o pedido do Sinsej para que os grevistas não tenham os dias descontados e que possam receber os benefícios, como cesta básica. O juiz Roberto Roberge se baseou no fato de os descontos não terem sido confirmados, já que o pagamento sai apenas no quinto dia útil. Como a Prefeitura fez o anúncio de maneira informal, principalmente por meio da imprensa, a decisão se deteve neste ponto.

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