Confira o que muda no seu cartão de crédito Leo Munhoz/Agencia RBS

Vai ficar mais fácil para Josiane administrar os cartões de crédito

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

O cartão de crédito virou uma febre. A Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e de Serviços projeta que até o final do ano sejam 170,6 milhões nas mãos dos consumidores brasileiros, um aumento de 11% em relação ao ano passado.

Bem cuidado, é uma ótima ferramenta para administrar as finanças pessoais (clique e veja dicas). Maltratado, é uma armadilha para as finanças pessoais, devido aos pesados juros, que, em média, são de 10,68% ao mês, segundo a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

É e justamente este grupo que tem dificuldade em administrar o dinheiro de plástico que vai ser afetado pela principal mudança nas regras para o uso do cartão. A partir desta quarta-feira, de acordo com o Banco Central, aumenta o valor do pagamento mínimo, que passa de 10% para 15% das faturas; e em dezembro, vai subir para 20%.

MEDIDA PARA DIMINUIR BOLA DE NEVE

Outra mudança vai ajudar a simplificar o entendimento das faturas. O número das taxas cobradas cai de 80 para cinco.

A professora de economia monetária da Univille, Jani Floriano, diz que o aumento no pagamento mínimo é o que mais deve gerar impacto para os consimidores.

— A medida terá como efeito uma redução do uso do cartão de crédito pelas pessoas que não têm o controle das contas —, diz.

Ela lembra que boa parte dos consumidores paga em dia as contas, mas há quem quita só o valor mínimo e deixa para o mês seguinte o pagamento restante.

— Neste caso, se essa pessoa não comprar mais nada no cartão, no próximo mês terá a sua dívida sempre aumentando.

Rolar uma dívida de R$ 1.000, pagando o mínimo durante cinco meses, vai acabar custando R$ 1.463,31.

A medida também é uma tentativa para frear o forte crescimento do consumo, que acabou puxando os preços para cima. No primeiro trimestre, as vendas no comércio cresceram 11,63% em relação ao mesmo período de 2010.

— Se paga mais no cartão, sobra menos para consumir —, explica Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.

O gerente do Procon de Joinville, Jorge Nemer, acredita que as pessoas vão ficar mais conscientes na hora de usar o cartão. Em relação à mudança no número de taxas cobradas, ele avalia que o consumidor vai saber exatamente o que é cobrado.

Quem está ansioso para saber se houve alteração nas altas taxas de juros cobradas pelos operadoras de cartão de crédito não vai ficar contente com a notícia. O Banco Central não fez nenhuma regulamentação com relação aos juros cobrados, que permanecem a critério das administradoras.

Começam a vigorar as novas regras do cartão de crédito. Você deve diminuir o uso desse meio de pagamento por causa delas?


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