Mamaço: mães protestam em Florianópolis para defender a amamentação em público  Felipe Carneiro/

Mães defendem que amamentação é um ato natural e de amor, e que não é vergonhoso mostrar o seio em público na hora de alimentar o filho

Foto: Felipe Carneiro

Quem passeou pelo trapiche da avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, na tarde de domingo, deparou-se com um piquenique diferente. Tinha frutas e sucos. Mas, para os bebês, o melhor alimento: o leite materno. O mamaço reuniu cerca de 30 mães e seus filhos. Um protesto saudável com objetivo de acabar com o preconceito contra a amamentação em público.

Mariana Andrade, 21 anos, uma das organizadoras, defende que a sociedade e as próprias mães precisam se conscientizar de que a amamentação é um ato natural e de amor, e que não há nada de imoral ou vergonhoso em mostrar o seio na hora de alimentar um filho. Afinal, o leite materno só traz benefícios às crianças, pois contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento infantil.

A ideia do mamaço na Capital partiu da bióloga Ligia Sena. A proposta disseminou-se rápido pela internet. Outras cidades do país aderiram à iniciativa, como Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Recife.

O movimento surgiu há dois meses, quando a antropóloga Marina Barão foi impedida de amamentar seu filho em uma exposição no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. Depois do episódio, ela reuniu 50 mães e fez o "Mamaço Cultural", com o apoio da instituição, que se retratou. As mães passaram a defender o direito da amamentação até na internet, contra a censura de fotos de mulheres dando de mamar aos seus filhos. Até uma página foi criada no Facebook, chamada de Mamaço Virtual.
DIÁRIO CATARINENSE
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