— Estamos mais convencidos de que a Prefeitura tem condições de nos dar o aumento.

Foi com esta frase que o presidente do Sindicato dos Servidores de Joinville (Sinsej), Ulrich Beathalter, definiu a sensação dos servidores depois da audiência pública de terça-feira à tarde, na Câmara, sobre o balanço do primeiro quadrimestre de 2011 do Executivo. Mesmo em reformas, o plenário da casa esteve cheio para o encontro, onde o secretário da Fazenda, Flávio Martins Alves, apresentou os números.

Ulrich tomou a palavra depois de todo mundo e lembrou da situação da Prefeitura no ano passado.

— Na época, a folha de pagamento representava 52% do orçamento e, mesmo assim, houve aumento. Agora, o secretário nos confirmou que hoje está em 47% e, historicamente, a tendência é sempre baixar no decorrer do ano —, disse Ulrich.

O percentual, por sinal, foi o ponto mais polêmico do encontro. Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o orçamento deve comprometer no máximo 54% para a folha de pagamento. O limite que liga o sinal de alerta é de 51,3%.

A alegação da Prefeitura para não comprometer mais o orçamento é que, aumentando o salário, prejudicaria ações como a manutenção de vias.

— A gente sabe que a cidade merece outros investimentos —, disse Alves.

— Acreditamos no aumento do repasse no ICMS. Hoje recebemos cerca de 9,4% do Estado e podemos chegar até a 9,95% em janeiro. Cada 0,01% a mais representa cerca de R$ 700 mil por mês —, explica o secretário sobre a proposta de 8% de reajuste oferecido a partir de 2012.

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