Polícia mantém sigilo sobre local onde Pedrinho Matador está preso Divulgação/Polícia Civil

Pedrinho Matador foi condenado por participação em motim e manter um agente prisional em carcere privado

Foto: Divulgação / Polícia Civil

O Departamento de Administração Prisional (Deap) vai manter em sigilo o local onde está detido Pedro Rodrigues Filho, 57 anos, o Pedrinho Matador, e a data em que ele será transferido para São Paulo, de onde veio seu mandado de prisão.

Segundo informações extraoficiais, Pedrinho estaria num presídio próximo a Camboriú, onde foi preso na quinta-feira. O ex-detento teve sua prisão decretada após ser condenado pela participação em seis motins e um cárcere privado, na época em que ainda estava preso. Ele deve passar um período em Santa Catarina antes de ser levado a São Paulo, já que mantinha ilegalmente uma arma em sua casa.

Condenado por 18 assassinatos, mas dizendo ter cometido mais de 100, Pedrinho, foi preso porque causou seis motins e um cárcere privado na época da prisão. A condenação saiu em agosto do ano passado, mas o mandado de prisão foi emitido somente em 29 de agosto de 2011. De homem livre, ele passou a procurado.

Após três anos trabalhando como caseiro numa chácara, Pedrinho pouco lembra o assassino que ganhou fama nas cadeias e até na internet, em comunidades da rede social Orkut. O assassino fez questão de dizer que já pagou o que devia à Justiça. Na verdade, ele cumpriu pouco mais de um quarto da pena à qual foi condenado: 120 anos de detenção. Pedrinho foi beneficiado pela lei penal brasileira, que não permite que um preso passe mais do que três décadas atrás das grades.

Há alguns dias, agentes da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú receberam uma denúncia anônima, informando o paradeiro de Pedrinho. Na manhã desta quinta-feira, enquanto fazia um lanche, em casa, ele recebeu voz de prisão. O assassino não resistiu e indicou aos policiais onde guardava um revólver calibre 38, corroído pelo tempo, que disse ser relíquia de família. Como não tem autorização para porte de arma, Pedrinho também foi preso em flagrante.

Pedrinho vivia em uma casa cor-de-rosa, cercada de verde e na companhia de um cão labrador. A moradia fica num sítio à beira da Estrada Geral de Macacos, no interior de Camboriú. Nas redondezas, a maioria conhecia a história do homem que dizia ter matado mais de 100 pessoas e cumprido 34 anos de prisão.

O trabalho teria sido arranjado por familiares de Pedrinho, que vivem em Camboriú. De acordo com a delegada Luana Backes, durante os anos em que viveu na cidade o matador não teria se envolvido em nenhum crime.

O agricultor Paulo Ferretti, 43 anos, conheceu de perto Pedrinho Matador, de quem era vizinho. Para ele, Pedro era um homem trabalhador, sério e religioso. Agora, quem cuida do cão labrador é o vizinho.

Notoriedade

No fim dos anos 90, ele ganhou as páginas dos jornais
ao declarar que mataria o motoboy Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, preso por estuprar e assassinar onze mulheres no Parque do Estado, em São Paulo. Mas não cumpriu a promessa. Os dois cumpriram pena na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, conhecida por receber presos de alta periculosidade, no interior paulista.

DIÁRIO CATARINENSE
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