Ala das passistas tem que mostrar samba no pé e graça no resto Edu cavalcanti/Agencia RBS

Passistas esquentam o gingado para o desfile na Nego Quirido

Foto: Edu cavalcanti / Agencia RBS

Cada vez mais a ala das passistas ganha espaço nas escolas de samba. Não apenas pelo número de componentes – 40, 50, ou mais do que isso –, mas pela importância que tem. Funciona, ou deveria funcionar, como uma espécie de laboratório.

Dali saem muitas meninas, especialmente, que mais tarde fazem parte da corte como princesas e rainhas. Incontáveis são aquelas que viram cidadã-samba. Ser passista é um conjunto gestual. Não basta apenas ter samba no pé, é preciso ter graça e sensualidade.

Passista é símbolo da alegria que envolve o Carnaval, potencializa o significado do samba. Nem sempre percebidas pelo público, causam encantamento quando descobertas. São ao mesmo tempo estrelas e coadjuvantes.

Tradicionalmente, elas foram chamadas de cabrochas. Eles, os homens, de bambas. Diferentemente de algumas outras funções nas escolas, a passista nem sempre é paga. No máximo, ganha a fantasia. Com sorte, quando integram o grupo show, consegue uma remuneração. Mas isso é raro.

Muita dedicação, apesar de estar no sangue

Historicamente se entendeu que “o passista nasce feito”, “que está no sangue”, “que é DNA”. Ninguém assegura mais isso.

Assim como em outras atividades, o aprendizado, a dedicação e o acúmulo de experiência mostram que as academias de dança de todo o Brasil contribuem para formar novos passistas.

O passista, na atualidade, é uma das poucas figuras da escola que ainda se define pelo “samba no pé”.

Nesta reportagem, cinco passistas falam do trabalho que realizam à frente das suas escolas. Todas participam dos ensaios para, na noite de 18 de fevereiro, tornarem mais bonito o espetáculo das escolas que estarão na Nego Quirido.

A íntegra desta reportagem está disponível apenas para assinantes.

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