Máquina de Vendas oficializa compra da Salfer e passa a ter 1.100 lojas no Brasil Leonardo Rodrigues/Divulgação

Clayton Salfer (E) e o rimão Claudio (D) com Luiz Carlos Batista

Foto: Leonardo Rodrigues / Divulgação

A joinvilense Lojas Salfer faz parte agora do maior grupo do setor de varejo eletrônico em número de lojas do País.

Foi oficializada na quinta-feira, em Salvador, a compra do controle acionário da rede pela Máquina de Vendas. Como resultado da operação, foi criada a Máquina de Vendas Sul, presidida por Clayton Salfer.

O empresário não revela o valor da transação, nem o percentual de cada sócio. Extraoficialmente, fala-se que a Máquina comprou 51% da Salfer.

Conheça o perfil da Máquina de Vendas

Com 1,1 mil lojas, a Máquina supera as 944 da Viavarejo. A controladora das Casas Bahia e do Ponto Frio segue como a primeira em faturamento, com estimativa de R$ 24,2 bilhões em 2012, contra R$ 9,2 bilhões do Magazine Luíza e R$ 9 bilhões da Máquina.

Segundo Clayton, a diretoria da Salfer não será trocada e a marca será mantida no Sul do País. Ele explica que a operação facilita a expansão.

— Neste ano, temos mapeados dez pontos para abrir lojas no Rio Grande do Sul, onde ainda não operamos, além de crescer no Paraná e em SC (onde é líder).

Mais competitiva

Quando a rede estiver operando em território gaúcho, a Máquina será a única rede varejista de eletroeletrônicos presente em todos os Estados e no Distrito Federal. O grupo quer faturar R$ 10 bilhões em 2014.

Outra consequência será ação comercial mais agressiva para atender à carteira de 3,6 milhões de clientes das faixas B e C da Salfer. Com escala maior de compras, a Máquina de Vendas Sul permitirá oferecer estratégias comerciais e preços mais atrativos.

— Vamos manter crediário, carnês e compartilhar as práticas boas de cada uma—, afirma o presidente da Máquina Sul.

As negociações começaram em meados de 2011, esfriaram e depois pararam. Foram retomadas neste ano.

— O acesso à estrutura logística e aos canais de comércio eletrônico da Máquina deixa nossa rede ainda mais competitiva e preparada para oferecer melhores preços e serviços—, acrescenta.

Um dos efeitos é a troca de software de ERP, contratado junto à Oracle. A implementação em toda a rede vai durar um ano.

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