Mobilização pede melhorias para rodovia BR-285 na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul Maurício Vieira/Agencia RBS

Com asfalto, moradores acreditam em impulso do turismo na região

Foto: Maurício Vieira / Agencia RBS

Empresários e políticos do Sul do Estado estiveram esta segunda-feira na Assembleia Legislativa para fortalecer a mobilização que pede a conclusão do projeto de pavimentação da BR-285 em Timbé do Sul.

A rodovia, que começa em São Borja (RS) e termina em Araranguá, seria um importante corredor turístico e econômico para gaúchos e catarinenses, mas as péssimas condições dos 30 quilômetros de estrada de chão na divisa entre os dois Estados prejudica o desenvolvimento da região.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Araranguá (Aciva), Claudio Alberto Domo, saiu da audiência pública entusiasmado.

— Ganhamos o importante reforço do Fórum Parlamentar Catarinense para que essa obra seja concluída. A BR-285 é o caminho mais curto entre a Argentina e o litoral Sul de Santa Catarina e só isso resume a importância da rodovia — diz o empresário.

O sonho da pavimentação asfáltica em toda a rodovia federal durante décadas habitou o imaginário dos moradores das cidades de Bom Jesus e São José dos Ausentes, na Serra Gaúcha, e Timbé do Sul, no Sul Catarinense.

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A realidade foi surgindo a "conta-gotas" e sempre a partir do território gaúcho. Os cerca de 100 quilômetro entre Vacaria e São José dos Ausentes demoraram mais de 10 anos para serem asfaltados e na metade de 2010 as obras pararam oito quilômetros antes da Serra da Rocinha, na porta de entrada de Santa Catarina.

Obras no lado gaúcho

Os 30 quilômetros de estrada de chão entre São José dos Ausentes (RS) e Timbé do Sul até o final do 2012 devem ser reduzidos a 22 quilômetros. Só que o avanço do asfalto, assim como antes, será feito a partir do Rio Grande do Sul.

O projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na parte catarinense da BR-285 é mais complicado por causa da Serra da Rocinha, que está em Área de Preservação Permanente (APP).

Estão previstos a construção de quatro viadutos e duas pontes, mas ainda faltam alguns estudos de impactos ambientais para que esse trecho seja beneficiado com o asfalto.

— Há uma licença ambiental prévia liberada, mas os estudos ambientais de fauna e flora estão pendentes. Somente depois de resolvidas essa pendências é que a obra na serra e restante da rodovia será licitada — explica Acélio Casagrande, atual secretário-adjunto na pasta da Saúde, mas que durante muito tempo tratou desse assunto enquanto esteve a frente da Secretaria Executiva de Articulação Nacional.

O clima é de expectativa e euforia. O Dnit garante que a última licença ambiental para retomada dos trabalhos será concedida em abril. No Rio das Antas, próximo da Serra da Rocinha, será construída uma ponte de 400 metros de extensão a uma altura de 50 metros do leito do rio.

— Temos um grande potencial turístico com as belezas naturais e várias pousadas que será impulsionado com a pavimentação da BR-285. E o Litoral Catarinense será tão beneficiado quanto nós durante todo o ano com o escoamento da produção e mais ainda no verão com o movimento de turistas argentinos — prevê o prefeito de São José dos Ausentes, Erivelton Sinval

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