Graças a apoios de última hora e a uma mãozinha do Supremo Tribunal Federal (STF), César Souza Junior (PSD) levou a melhor na caça pelos minutos no horário eleitoral gratuito sobre os adversários na disputa pela prefeitura de Florianópolis. O candidato pessedista deve ficar com 10 minutos e 10 segundos de cada programa, pouco mais de um terço do tempo destinado a todos os concorrentes.

A coligação de César Junior reúne o PP, do candidato a vice-prefeito João Amin, PSB, PSDB, DEM, PSC e PSDC. Cerca de metade do tempo garantido pelo candidato veio nos últimos 10 dias antes do fim do prazo das convenções. No dia 20 de junho, o PSDB da Capital aderiu oficialmente – depois de ter negociado com os pré-candidatos Doreni Caramori (DEM), Gean Loureiro (PMDB) e Angela Albino (PC do B). Na última sexta-feira, foi o DEM que abriu mão de lançar Caramori à prefeitura para apoiar Cesar Junior.

Na véspera, o STF decidira que o PSD, criado em 2011, também teria direito a participar do rateio de tempo dos partidos com representantes na Câmara dos Deputados. Com isso, o novo partido teria direito ao tempo correspondente a 52 deputados, enquanto outros 16 partidos perderiam frações de seus tempos.

— A gente trabalha com o número de 52 deputados. Hoje, são 54, mas dois entraram depois da janela de 30 dias dos fundadores do partido — diz o presidente do PSD, Gelson Merisio.

Angela Albino (PC do B) será a segunda mais exposta na TV. Com apoio de PT – do vice Nildão –, PR, PRB, PRP e PT do B, a candidata deve somar 7 minutos e 28 segundos. Com a aliança entre comunistas e petistas encaminhada desde abril, o quadro estava praticamente definido para Angela nas últimas semanas.

Além disso, a decisão do STF favorável ao PSD tirou pouco mais de 13 segundos do tempo inicial da candidata – a maior parte por conta dos quatro deputados federais que deixaram o PR para fundar o novo partido, além de um do PC do B e um do PT.

— A gente ficou com um bom tempo para expor nossas ideias, vamos conseguir passar a mensagem — acredita Jucélio Paladini, presidente municipal do PC do B.

A criação do PSD teve mais impacto sobre a campanha de Gean Loureiro (PMDB). Dos principais candidatos, ele será o de menor exposição: 7 minutos e 14 segundos. O peemedebista tem o apoio de PDT, PTB, PPS, PRTB, PHS, PMN, PTC, PTN e PV. Curiosamente, seus aliados perderam 18 deputados para o PSD, que resultaram em 42 segundos a menos para Gean. O candidato minimiza a perda.

— É um tempo suficiente, tanto que eu optei por ter um vice que não me desse tempo de TV, mas me trouxesse experiência — afirma Gean, em referência à escolha de Rodolfo Pinto da Luz (PMDB) para a chapa.

Entre as demais candidaturas, apenas Elson Pereira (PSOL) participa do rateio entre os partidos com representantes na Câmara Federal. O PSOL tem três parlamentares, que garantem cerca de oito segundos. Com isso, a maior parte do tempo à disposição do candidato vêm dos 10 minutos por programa divididos igualmente entre as candidaturas.

— Vamos otimizar o tempo, queremos ser criativos, e vamos levar a política a sério. Achamos que o tempo deveria ser mais igualitário — critica Afrânio Boppré, presidente do PSOL.

Gilmar Salgado (PSTU) e Janaina Deitos (PPL) devem ter 1 minuto e 40 segundos cada.

DIÁRIO CATARINENSE
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