Com grandes empresas têxteis, Blumenau é segundo maior polo do setor no país Charles Guerra/Agencia RBS

A grife Dudalina faturou R$ 274 milhões no ano passado, mas a meta para 2016 é chegar a R$ 1 bilhão

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Sede de grandes e tradicionais empresas têxteis, Blumenau é responsável por Santa Catarina ser o segundo maior polo do setor no Brasil, que agora aposta na diversificação de produtos e no fortalecimento de marcas.

A cidade da Oktoberfest é muito mais do que a sede da principal festa típica alemã do Brasil. Com mais de 309 mil habitantes, Blumenau é movida a empreendedorismo. Sede de grandes e tradicionais indústrias têxteis, a cidade é a principal responsável por Santa Catarina ser o segundo maior polo do setor no Brasil.

Segundo o Ministério do Trabalho, o município tem 2 mil empresas do setor, que empregam 30 mil pessoas. Ainda que vítimas da concorrência feroz do mercado chinês, as principais empresas encontram na diversificação de produtos e no fortalecimento das marcas uma forma de se manterem em destaque.

O caso mais emblemático é o da centenária Hering, que passou a investir em lojas próprias. Foi uma revolução na maneira de fazer negócios. Hoje, são 500 pontos de venda no país e no exterior, além de 76 lojas do selo infantil PUC, cinco Hering Kids e uma Dzarm.

Outra empresa blumenauense que aposta no fortalecimento de sua imagem é a grife de camisas Dudalina. Fundada nos anos 1950 pelo casal Adelina e Duda Hess de Souza, a companhia emprega hoje 2 mil funcionários em seis unidades — a sexta foi incorporada recentemente, quando houve a aquisição de uma fábrica da Marisol localizada em Benedito Novo. No ano passado, a empresa fechou seu faturamento em R$ 274 milhões. Até 2016, a meta é chegar a R$ 1 bilhão.

Conhecida antes como uma marca de referência para o público masculino, a Dudalina lançou sua primeira linha de camisas femininas em 2010 e virou sucesso nacional. Até o final do ano, a fábrica liderada pela empresária Sônia Hess de Souza pretende aumentar as vendas em 40% e chegar a cinco lojas, entre as administradas pela marca e as franqueadas.

No exterior, a grife começa a ser vendida em Milão. Outros países estão sendo avaliados e a expectativa da empresa é aumentar sua presença fora do Brasil em 2013.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, José Eduardo Balhs de Almeida, a tendência é que esse movimento das grandes empresas influencie todo o setor.

— O mercado têxtil têm sofrido com os preços do algodão e com a concorrência chinesa. Agregar valor à marca e fortalecer a imagem é uma boa saída. Como já há exemplos que deram certo, mais gente vai seguir essa linha.

A criação da Texfair, feira dividida em moda e casa, e o projeto Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC), que forma novos profissionais de moda, uniram o setor.

— Cada indústria está tentando sobreviver, e quando há união e espírito de inovação, ela se reinventa — diz o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis, Ulrich Kuhn.

O setor têxtil emprega 30 mil pessoas em Blumenau, num contigente de 2 mil empresas constituídas, segundo dados do Ministério do Trabalho. O número corresponde a quase 10% da população do município.

DIÁRIO CATARINENSE
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