Dez anos do Instituto Schwanke prevê vinda de Joseph Kosuth a Joinville Acervo de família/Arquivo Pessoal

Foto do acervo da família mostra o artista Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) em Zurique

Foto: Acervo de família / Arquivo Pessoal

Em maio de 2006, na sala do Colegiado da Prefeitura de Joinville, o prefeito em exercício, Rodrigo Bornholdt, e Nadja de Carvalho Lamas, na época presidente do Instituto Schwanke, assinaram o termo de permissão de uso da antiga fábrica Antarctica. No local, que abriga a histórica cervejaria, a entidade idealizou o Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke, constituído em 2002 a partir de um embate entre a gestão pública e os artistas que discordaram da ideia de denominar o Museu de Arte de Joinville com o nome do artista. Um ano depois, surgiu o instituto mantenedor, criado em 1º de outubro de 2003. Agora a diretoria se prepara para dois grandes momentos: o encaminhamento do projeto do primeiro museu de arte contemporânea de Santa Catarina para o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Ministério da Cultura (MinC); e a primeira ação com um convidado internacional – o mestre da arte conceitual, o americano Joseph Kosuth.

A palestra Arte Conceitual na Contemporaneidade será no dia 29 de agosto, a partir das 19h, no Teatro Juarez Machado, em Joinville. O encontro integra o projeto Arte Conceitual: Realidade e Consistência?, aprovado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec). Kosuth abrirá uma série de seis encontros, com outros convidados, que envolverá educadores do ensino municipal e estadual, professores e alunos universitários, vinculados aos cursos de artes, design, arquitetura, comunicação social, filosofia e história da arte. Nascido em Toledo, estado de Ohio (EUA), o artista e filósofo provoca reflexões acerca da natureza da arte, construção e desconstrução de significados, representação do concreto na linguagem escrita e sua abstração.

Fruto do desejo de um espaço voltado para a produção contemporânea, o MAC Schwanke é o equipamento âncora da Cidadela Antarctica, onde ocorrem outras iniciativas, como as realizadas pela Associação de Artistas Plásticos de Joinville (Aaplaj) e Associação Joinvilense de Teatro (Ajote). Por estar localizada no Centro e estar próxima de outros núcleos culturais, como o Museu de Arte de Joinville, o Instituto Juarez Machado, em construção, e o Cemitério do Imigrante, a Cidadela tem forte potencial turístico.

Filiado ao Ibram/MinC, desde a sua criação o MAC Schwanke mantém ações permanentes. Detalhado o preço real da obra, tarefa em execução, será possível buscar a chancela dessas instâncias federais e seguir a parceria público-privada, que dá base ao trabalho e é fundamental para a captação dos recursos. Idealizado por Reinhard Conrads, o projeto arquitetônico garante a estabilidade entre o existente e a contemporaneidade. A concepção museológica abarca restauração e ampliação. Uma parte, já tombada, será recuperada e outra, edificada. No conjunto, área para administração, auditórios, videoteca, reserva técnica, salas de restauro, de reuniões, multimídia e de aula, ateliês, biblioteca, acervo e depósitos, café, loja, além das galerias. O espaço expositivo abrigará as obras do homenageado e estará aberta, em um andar inteiro, à produção de Santa Catarina, do país e do mundo, permitindo exposições temporárias, de importância nacional e internacional.


*Administradora, consultora em mídias sociais, sócia proprietária da Vocimo e voluntária no Instituto Schwanke.

DIÁRIO CATARINENSE
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