O livro "Ninguém nasce sabendo – Crônicas sobre educação no século 21" (160p., R$ 34,90), de Anna Veronica Mautner, será lançado no dia 6 de agosto. 

A tecnologia vai suplantar a aptidão física? Em que medida a escola de hoje, mais moderna, é melhor que a de ontem, mais humana? Em tempos de politicamente correto e das lutas por inclusão, é possível trabalhar a diversidade nas instituições escolares? Se aprender tabuada é chato, conseguiremos formar cidadãos capazes de cuidar das próprias finanças? A autoridade em classe é mesmo uma ameaça? Estamos preparados para acolher a infância em todas as suas nuanças ou preferimos delegar a tarefa a qualquer um que se proponha a nos tirar esse fardo dos ombros? Essas são algumas das perguntas que a psicanalista lança para os leitores no livro Ninguém nasce sabendo.

O livro não traz receitas prontas ou respostas mágicas. Anna Veronica não diz como nem quando. Ao contrário, trava com o leitor uma conversa franca em que não faltam puxões de orelha. O objetivo é despertar a consciência para discutir com seriedade a educação que se pratica em nossas escolas e em nossas famílias.

Organizada em sete grandes seções, a obra apresenta textos ricos em reflexões e questionamentos originalmente publicados na Revista Profissão Mestre e no caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo. A partir dos temas “A escola hoje”, “O papel do professor”, “Corpo e sociedade”, “Família e escola”, “Informação, tecnologia e comunicação”, “Infância e adolescência” e “Depois da escola”, a autora analisa questões fundamentais para a educação como o bullying, o professor na berlinda, a terapia ocupacional na escola, a autoridade, a educação online e à margem da escola, entre outros.

“Esse sentimento de ser injustiçado que o malvado tem é um dos ingredientes das maldades que são feitas com os menos dotados ou os que não mostram suficiente força de vontade. É uma reação à percepção de injustiça que estaria ocorrendo no grupo”, afirma a autora ao falar sobre bullying. No artigo “Em defesa do período integral”, ela comenta sobre a sua experiência de aprendizagem e crescimento na escola. Ao refletir sobre a escola moderna e a escola à antiga, Anna Veronica lembra que a liberdade desprotegida pode ser massacrante para uns e palco de exibição de força para outros. “Não é o melhor ambiente para um desenvolvimento equilibrado”, complementa.

Que escola ensina melhor? – questiona a autora na obra, referindo-se aos novos métodos de ensino. Para ela, inovar significa caminhar em terrenos desconhecidos. “Não existe método indolor para praticar escrita cursiva, tabuada ou uma segunda língua. Todos têm um lado chato. O resultado pode ser bom, mas um tanto de sacrifício está embutido no processo”, diz Anna Veronica, propondo que os inovadores se reúnam, troquem ideias, saiam de suas rodinhas e realizem muitos simpósios.
“A internet nos trouxe a interatividade, a possibilidade de simular o mais próximo possível uma sala de aula e a troca instantânea entre professor e aluno”, afirma Anna Veronica. Para ela, o aprendizado online é o que existe de mais próximo à velha sala de aula.

A autora

Anna Veronica Mautner é socióloga, psicóloga e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Além do trabalho clínico, interessa-se pela divulgação da abordagem psicanalítica na apreensão do cotidiano. Para tanto, tem investido em redigir crônicas. Autora de Crônicas científicas (Escuta), de Cotidiano nas entrelinhas (Ágora) e de Educação ou o quê?, escreveu um capítulo no livro Céu da boca – Lembranças de refeições da infância (Ágora). É colunista do caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo, e da revista Profissão Mestre.

Título: Ninguém nasce sabendo – Crônicas sobre a educação no século 21
Autora: Anna Veronica Mautner
Editora: Summus Editorial

ASSESSORIA DE IMPRENSA SUMMUS EDITORIAL
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