Falta de água e apagão geram transtornos em Balneário Camboriú durante a virada do ano Rafaela Martins/Agencia RBS

Falta de água fez que movimento de caminhões pipa na cidade aumentasse

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Formas coloridas e cheias de movimento no céu de Balneário Camboriú anunciam a chegada de 2014. Com a queima de fogos, a esperança de um ano repleto de paz, saúde e prosperidade.

Durante os primeiros dezesseis minutos da virada, os milhares de turistas e moradores da cidade puderam olhar para o céu da Avenida Atlântica e esquecer por alguns instantes os problemas que são obrigados a conviver durante a temporada.

Com o término da festa, hora de voltar à realidade das ruas: falta de água, trânsito e apagões.


Líquido precioso

Nos edifícios e hotéis, a mensagem de boas festas fixadas nas paredes e elevadores foi trocada pelo aviso sobre a falta de água e orientações para a economia.

Quem precisou recorrer a caminhões pipa para o reabastecimento das caixas de água conferiu o aumento repassado pelas empresas de distribuição de água potável.

A reportagem de O Sol Diário ouviu vários síndicos e gerentes de condomínios que preferiram não se identificar, mas informaram que um caminhão de 15 mil litros comercializado por R$ 600 no último sábado passou a custar R$ 1200 no primeiro dia do ano, 100% de aumento.

— As empresas formaram uma espécie de cartel na hora de vender água. O preço dobrou e se a água não voltar logo eles devem triplicar o preço em breve. Além da demora para entregar, os valores cobrados são muito altos — disse um dos síndicos.

Mesmo com a inflação, a procura pelos caminhões é tanta que as empresas que ofertam o serviço não trabalham mais com previsão de entrega e a distribuição é feita de acordo com a disponibilidade.

Algumas ainda deixaram de atender as residências e só trabalham com edifícios. Na quarta-feira os preços comercializados a partir de 15 mil litros variavam entre R$ 1 mil e R$ 1.500.

A situação da cidade virou motivo de indignação e gerou comentários na internet. O leitor Jorge Luiz Gartner entrou em contato com Sol Diário por e-mail para demonstrar seu descontentamento.

— Estamos realmente vivendo o "pico" da temporada de verão, o sol está aparecendo e a cidade está cheia. É muito bom, mas Balneário Camboriú também está cheia de problemas. Está faltando água potável, sendo comum caminhões de transporte de água abastecendo alguns edifícios. Falta energia elétrica e os preços são abusivos em todos os setores da cidade — relata.

No Centro da cidade, o Atlântico Shopping interditou os banheiros do piso térreo para economizar água. Segundo a assessoria de imprensa do shopping a situação é crítica e a medida foi necessária para contenção.


Apagão na virada

Um apagão no Pontal Sul em Balneário Camboriú fez muita gente interromper a festa de réveillon mais cedo. A falta de energia elétrica começou por volta das 2h38min e deixou milhares de moradores e turistas às escuras até as 4h46min.

Em pelo menos 5.170 unidades consumidoras os ventiladores e condicionadores de ar foram desligados à força.

Segundo o chefe de operação da Celesc, Eduardo Andrigheto, fitas e materiais jogados na fiação acabaram desarmando a alimentação do início da Barra Sul até a altura da rua 3.000. A demora no reestabelecimento se deu por causa do trânsito.

— Nós tínhamos várias equipes trabalhando, mas para reenergizar a rede foi necessário percorrer todos os pontos da Avenida Atlântica — explica.

Na véspera do dia 31 outra falha elétrica deixou cerca de 6 mil consumidores sem luz por aproximadamente duas horas na Barra Norte. A situação deixou moradores e turistas preocupados com a possibilidade de um apagão durante a festa de Ano Novo.

Na ocasião, o gerente da divisão técnica da Celesc, Luiz Carlos Xavier disse que a situação estava sendo monitorada e que a cidade não deveria passar por maiores problemas.

Segundo o gerente a falta de luz do dia 31 foi ocasionada por sobrecarga no equipamento. Ele afirma que a companhia constatou aumento entre 25 e 30% no consumo de energia no Litoral Norte comparado ao ano passado.

O SOL DIÁRIO
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