Orquestra Juvenil da Bahia é a estrela do Femusc nesta segunda-feira Tatiana Golsman/divulgação

O espetáculo dos Grandes Concertos apresenta os toques baianos na educação musical

Foto: Tatiana Golsman / divulgação

O lema aqui é: "Aprende quem ensina". Na verdade, esta é uma das várias epígrafes da Orquestra Neojibá, projeto criado em 2007 na Bahia e que possibilitou que mais de uma centena de jovens venham a Jaraguá do Sul para participar do 9º Festival de Música de Santa Catarina (Femusc). O foco? Preparar-se para os 12 concertos que a Orquestra Juvenil da Bahia fará em 11 cidades americanas durante três semanas, em fevereiro.

A turnê é uma das provas do sucesso deste programa de educação musical, resultado que o público catarinense poderá conferir hoje, quando a orquestra se apresenta no Grande Teatro da Sociedade Cultura Artística (Scar), às 20h30, durante os Grandes Concertos do Femusc.

Criador do Projeto de Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis na Bahia, mais conhecido como Neojibá, é o maestro Ricardo Castro quem acompanha os músicos. Estes jovens, com idades entre 13 e 29 anos, são aqueles que se destacaram no projeto de formação e integram a orquestra. Eles vêm de todas as classes da sociedade baiana, já que a união da comunidade é um dos grandes enfoques do Neojibá.

— Nossas crianças não só tocam juntas, mas também saem, vão à praia, mesmo vindo de diferentes níveis sociais. A nossa meta não é transformar todos em profissionais, mas incluir a música no cotidiano, fazer com que elas tenham acesso à linguagem musical — conta Ricardo.

O projeto de integração começa no estilo diferente de educação musical. As aulas dos programas do Neojibá são coletivas, experiência que faz com que os novatos sejam mais motivados a aprender e permanecer do que no ensino tradicional de música. Assim, já nos primeiros acordes o sentimento dos alunos é de estar presente em uma orquestra.

É desta forma que o lema citado no início do texto se materializa: na Neojibá, ninguém precisa tirar diploma para poder ensinar. São os alunos que, depois das primeiras lições, começam a ensinar os outros, numa troca que garante a motivação e proporciona a compreensão da bagagem já adquirida.  

— A educação coletiva permite um resultado sonoro mais impactante. As crianças ficam mais apaixonadas, porque não tem nada mais chato do que aprender sozinho com um professor, principalmente quando a criança não tem um talento natural — diz o maestro.

No programa desta noite estão obras como Candide, de Leonard Bernstein; Bachianas Brasileiras nº 4, de Villa-Lobos; a abertura de Romeu e Julieta, de Tchaikovsky; e O Pássaro de Fogo, de Igor Stravisnky. As apresentações começam sempre às 20h30, logo depois da palestra do Musicalmente Falando, que hoje será especial sobre o Neojibá.

Agende-se

O QUÊ: Grandes Concertos do Festival de Música de Santa Catarina.
QUANDO: até 1º de fevereiro, às 20h30.
ONDE: Sociedade Cultura Artística de Jaraguá do Sul (rua Jorge Czerniewicz, 160).
QUANTO: todas as apresentações são gratuitas, com ingressos disponíveis
na bilheteria da Scar. A retirada de ingressos pode ser feita sempre dois dias antes do evento.
INFORMAÇÕES: (47) 3373-8652, no Instituto Festival de Música de Santa Catarina.
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