Cerca de 1,5 mil mineiros paralisaram as atividades em cinco empresas carboníferas das cidades de Siderópolis e Treviso, no Sul de Santa Catarina, nesta quinta-feira. Conforme Genoir dos Santos, presidente da Federação Interestadual dos Mineiros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, duas reuniões aconteceram, porém nenhuma proposta foi consolidada e a greve continua por tempo indeterminado.

Os trabalhadores reivindicam ajuste salarial de 10% mais inflação, enquanto a classe patronal oferece 1,4% de aumento. Na pasta de reinvindicações também estão plano de saúde, cesta básica e atendimento particular para trabalhadores acidentados.

Santos afirma que, se não houver acordo, o restante dos mineiros de Santa Catarina, que seriam mais 3 mil trabalhadores, também irão aderir à paralisação no dia 10 de março. Ruy Hulse, presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), defende que o aumento solicitado pelos trabalhadores é "irreal".

— Não temos condições de conceder um aumento desse porte. Ao longo dos últimos seis anos, eles tiveram aumento real de 14%.

Hulse afirma que foi feita uma proposta para conceder vale-alimentação e um ganho de resultados sobre indicadores, mas não foi aceita pelos trabalhadores. A classe patronal pediu a intervenção da Justiça para tentar solucionar o impasse do dissídio coletivo da categoria. Em 2009, os mineiros ficaram em greve por quatro dias.

Fornecimento para Tractebel Energia

Conforme Hulse, há uma preocupação com o fornecimento de carvão para a Tractebel Energia, que já foi comunicada para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O presidente da Federação Interestadual dos Mineiros afirma que as cinco empresas carboníferas correspondem a 57% do total de carvão entregue à Tractebel.

DIÁRIO CATARINENSE
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