Levantar como os moradores de 13 municípios da Grande Florianópolis costumam se deslocar no dia-a-dia é mais um das etapas do Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis, que foi apresentado nesta terça-feira em seminário na Capital. A proposta é que deste documento saia alternativas e soluções para os problemas locomoção da região.

O encontro foi voltado a prefeitos, secretários municipais e técnicos das 13 cidades da região. Depois de levantar origem e destino de moradores e turistas da Capital e de Palhoça em janeiro deste ano, começa na próxima semana as entrevistas domiciliares. Serão visitadas 5,4 mil residências, onde serão feitas perguntas relacionadas aos hábitos do moradores.

Quais os meios de transportes são usados, por que eles fazem deslocamentos ou por que moram em tal lugar são alguns dos questionamentos feitos. Também será perguntado o que eles fizeram no dia anterior à entrevista. A conversa irá durar cerca de 20 minutos e os entrevistadores usarão uniforme, estarão de crachá e com um tablet. A previsão é que esta etapa esteja concluída antes da Copa do Mundo. Já os dados da primeira fase de perguntas estão sendo processados.

O engenheiro e diretor técnico do Plano Paulo Sergio Custódio, que já esteve à frente de planos de cidades como Rio de Janeiro e Buenos Aires, diz que os questionários irão permitir que se trace o perfil dos hábitos de moradores, levando em conta aspectos como renda, escolaridade.

Além das pesquisas domiciliares, o levantamento envolve a contagem de passageiros, onde eles sobem e descem, qual a frequência da linha, o volume de tráfego em 40 pontos diferentes de Florianópolis. Também será medida a velocidade dos carros e dos ônibus. De acordo com Custódio, tudo será usado para que se simule, com modelos matemáticos, quais são os meios de transporte mais eficientes para a região da Grande Florianópolis.

— Vamos testar várias propostas e ver quais são os mais economicamente e tecnicamente viáveis, quais as pessoas preferem e checar qual seria a melhor alternativa — explica o engenheiro.

Antes de traçar o plano, serão feitas quatro oficinas com a população, em São José, Florianópolis, Biguaçu e Palhoça.

::Calendário::

Primeira fase

- Entrevistas feitas durante o verão, para acompanhar também o deslocamento de turistas. Está concluída.

Segunda fase: de março a junho

- Entrevista domiciliar.

- Também haverá seminários com participação popular para discutir os problemas locais e levantar propostas que possam ser incorporadas ao plano.

- Colhidas todas as informações, serão feitas avaliação e modelagem dos dados e, por fim, levantadas alternativas de soluções para mobilidade urbana da Grande Florianópolis.

Término

- O levantamento técnico está previsto para acabar em 15 de dezembro

- A apresentação do plano marcada para janeiro de 2015

DIÁRIO CATARINENSE
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