Guilherme André Welter, 22 anos, conta como foi a ação dos criminosos que o assaltaram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, às 22h desta quarta-feira. O estudante da 8ª fase de Sistemas de Informação foi abordado por dois homens em uma motocicleta enquanto ligava sua moto para ir para casa. Welter reagiu e foi baleado de raspão na nádega.

Segundo Welter, um menor suspeito de participar do crime foi detido ainda na quarta-feira à noite.

A ação dos assaltantes foi gravada pelas câmeras de segurança da UFSC.


Diário Catarinense - Onde aconteceu o roubo?
Guilherme André Welter - Foi no estacionamento do Departamento de Informática e Estatística (INE) do campus Florianópolis. Eu estudo Sistemas de Informação à noite, o único curso noturno do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, e tinha acabado de sair da aula. Passei no laboratório onde trabalho para pegar algumas coisas e depois fui pegar a moto. O local não estava vazio. Tinha bastante gente do meu curso esperando carona e pegando seus veículos para ir embora. Na filmagem da câmera de segurança dá pra ver outro motociclista se arrumando para sair bem próximo de mim.

DC- Como foi a ação?
Welter - Chegaram dois homens em uma moto. O carona desceu do veículo na minha frente, armado, anunciou o roubo, me afastou da minha moto e não conseguia dar a partida. Percebi o nervosismo dele desde o início. Eu estava calmo e prestei atenção nos movimentos dele, nos braços, na arma. Aí resolvi derrubá-lo.

DC- Não se arrepende de ter reagido?
Welter - Não me arrependo. Não compactuo com essa cultura de não-reação, acho que devemos defender o que conquistamos.

DC- Vai mudar sua rotina por causa do ocorrido?
Não farei nada diferente no meu dia-a-dia, mas tomarei alguns cuidados como olhar bem os locais antes de sair e estar mais atento com o que acontece ao meu redor. Instalar alarme na moto também.

DC - O que lembra do momento em que foi atingido pelo disparo?
Welter - Eu estava de costas, não sei qual dos assaltantes atirou. Na verdade, achei que tivessem atirado uma pedra em mim. Senti apenas uma dor leve na hora. As imagens da câmera de segurança mostram eu correndo atrás deles, porque  realmente não doía no momento. Depois começou a arder mais, mas foi de raspão, estou medicado segundo as  orientações feitas quando fui atendido no Hospital Universítário (HU) e está melhorando.

DC - Havia seguranças da Universidade próximos no momento do crime?
Welter - Sim, havia um bem perto. Como são proibidos de portar arma, pouco pode me ajudar durante a abordagem dos criminosos, mas em seguida o pessoal da segurança foi muito solícito comigo. Acredito que tenham chamado a Polícia Militar (PM), que chegou no local muito rápido, acho que uns dois minutos depois que parei de correr atrás dos assaltantes. Também me levaram ao HU, à 5ª Delegacia de Polícia (DP) onde fiz o BO e à 6ª DP onde reconheci o menor que foi pego. Ao final de tudo, me deixaram em casa.

DC- Como foi a apreensão do menor?
Welter - A patrulha de segurança da UFSC foi quem o abordou na rótula da Carvoeira. Durante a fuga, perseguiram ele com a caminhonete e ele se assustou e caiu. A PM foi acionada para tomar as providências seguintes.

DC- E o outro suspeito?
Welter - Minutos depois do ocorrido, o pessoal da segurança viu ele na minha moto próximo ao Centro Sócio Econômico (CSE). Acreditam que estava esperando o comparsa para ir embora. Como ele não apareceu, rapidamente fugiu. Eles já estavam sendo monitorados, pois circulavam pela UFSC com a luz da moto apagada.

Leia também:

:: Criminalidade faz vítimas nas redondezas do campus da UFSC
:: "Não vou pra aula nesta sexta por medo", afirma estudante assaltado na noite desta quinta-feira dentro do campus
 
Características da moto roubada

- Honda/NX-4 Falcon
- Cor preta
- Anos 2007/2007
- Placa MDM-8843
- Bagageiro preto grande

DIÁRIO CATARINENSE
 Veja também
 
 Comente essa história