Polarizada entre as candidaturas de Dário Berger (PMDB) e Paulo Bornhausen (PSB) e com cerca de um terço do eleitorado ainda indeciso, de acordo com a mais recente pesquisa Ibope, a disputa pela vaga catarinense no Senado pegou fogo na reta final. Com os líderes trocando acusações e farpas no horário eleitoral, também foi acesa a esperança dos demais candidatos de que a briga possa gerar surpresas na urna.

Oficialmente, ninguém vai mudar a estratégia para os últimos quatro programas eleitorais – dois hoje e outros dois na quarta-feira. No levantamento divulgado na semana passada, Dário e Bornhausen estão tecnicamente empatados, com vantagem dentro da margem de erro para o peemedebista: 24% a 22%. Ambos estão em busca, literalmente, dos 30% de indecisos apontados pela pesquisa.

Dário rebate críticas e Paulo mostra processos

O candidato do PSB deve continuar apostando em processos abertos contra Dário pelo Ministério Público e ainda em andamento na Justiça, além da suposta incompatibilidade entre a doação de R$ 100 mil feita pelo peemedebista apesar de estar com os bens judicialmente indisponíveis.

— Quem foi alvo desde o início, incluindo calúnias, difamações, ataques à família, foi a minha candidatura. O que estamos fazendo é informar o cidadão — afirma Bornhausen, que passou o domingo gravando.

A campanha de Dário rebate as críticas e alega que não há restrições à movimentação da conta corrente do peemedebista, mesmo com a indisponibilidade decretada pelo juiz Luiz Antonio Fornerolli há dois anos. O candidato também passou o domingo em meio a gravações e não falou com a reportagem. Na quinta-feira, no programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, ele comentou:

— Essa questão está judicializada. Nunca escondi isso. O que posso dizer é que das mais de 40 ações que já foram julgadas, fui absolvido em todas — afirmou o ex-prefeito de Florianópolis e São José.


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O peemedebista também chegou a aumentar o tom em relação a Bornhausen, levando ao ar o percentual de ausências do deputado na Câmara Federal.

.:: Adversários esperam se beneficiar

A guerra na ponta dá esperanças às demais candidaturas, especialmente à esquerda. Estacionado nos 7% de intenções de votos nas últimas três rodadas da pesquisa Ibope, Milton Mendes (PT) acredita que o eleitor ainda está indiferente à disputa pelo Senado e que pode ser beneficiado tanto pela troca de munição entre Dário e Bornhausen, quanto pelo desempenho de Dilma Rousseff (PT) no Estado na eleição presidencial.

— Essa briga, essa forma de debater, certamente não beneficia o povo de Santa Catarina. Mas, independentemente desse debate, acredito que a Dilma vai vencer a eleição e com isso o meu perfil é mais adequado — afirma o petista.

Candidato do PSOL, Amauri Soares acredita que é necessário um "tsunami" para que aconteça alguma surpresa na eleição, mas aposta no trabalho da militância voluntária do partido e no eleitorado de esquerda ainda indeciso.

— As pessoas podem entender que os dois têm razão (Dário e Bornhausen) e buscar uma alternativa. As candidaturas dos grandes partidos, e eu incluo nisso a do PT, são todas financiadas pelos grandes monopólios. Somos a possibilidade real de mudar — afirma.

DIÁRIO CATARINENSE
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