Prefeitura pede estudo para construção de novo trapiche na Praia da Saudade, em Coqueiros Diorgenes Pandini/Agencia RBS

Após manifestação do MPSC técnicos avaliaram local

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Após a recomendação do Ministério Público de Santa Catarina e inspeção da Defesa Civil, prefeito de Florianópolis definiu que o trapiche na Praia da Saudade, no bairro Coqueiros seja demolido. Conforme a assessoria da Capital, Cesar Souza Junior teria determinado também, já na próxima semana, um estudo para a construção de uma nova passarela e a revitalização da estrutura que existia no local.

Conforme vistoria da Defesa Civil, o local que já foi ponto de encontro e lazer de moradores entre as décadas de 60 e 70, está totalmente em ruínas e sem condições de reformas. Um laudo feito em 2012 já alertava do problema.

De acordo com o secretário de Comunicação da Prefeitura, João Cavallazzi, a ideia é revitalizar o espaço tornando um centro de convivência público. O projeto deve ser elaborado pela Secretaria de Obras nos próximos 15 dias. A Prefeitura ainda não tem estimativa de valores e datas para início das obras.

Estrutura em risco

De acordo com a última vistoria realizada nesta semana pela Defesa Civil a estrutura do trapiche não suportaria uma reforma, portando a alternativa é de demolir. O chefe do setor de atividade técnica do órgão em Florianópolis, Luiz Eduardo Machado, explica que o trapiche ficou por pelo menos 30 anos sem atenção.

—Não tem mais guarda-corpo, há pontas de ferro soltas e podem ocorrer acidentes graves. A estrutura não suportaria um acúmulo de 15 ou 20 pessoas, por exemplo— alerta.

Um laudo técnico deve ser apresentado por engenheiros da Defesa Civil nesta sexta-feira. Machado lembra que tapumes já foram colocados para evitar o acesso de desavisados, mas que foram retirados por populares. Para evitar acidentes nesta sexta a Secretaria do Continente vai fazer um novo fechamento do local. Até meados da semana que vem deve ficar pronto o plano de trabalho para a demolição que deverá ser criteriosa não deixando cair entulhos no mar. A retirada da estrutura será coordenada pela Secretaria do Continente.

Definição em 30 dias

De acordo com o pedido de interdição feito pelo o Promotor de Justiça Daniel Paladino a Prefeitura tem 30 dias para informar a solução do problema: demolir ou recuperar a área. A interdição definitiva deve ocorrer em um prazo máximo de 72 horas, ou seja até esta sexta-feira, sob pena de multa.

—Foi relatado pela Prefeitura que uma vistoria feita em 2012 já alertava para o risco de desabamento. Se um dia foi uma passarela, agora está totalmente descaracterizado. O problema se agravou e o risco é iminente—destaca o promotor.

DIÁRIO CATARINENSE
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