Eleitores comemoram reeleição de Dilma na Beira-Mar Norte, em Florianópolis Charles Guerra/Agencia RBS

Centenas de eleitores e simpatizantes vestidos de vermelho e com bandeiras do PT se reuniram na Avenida Beira-Mar Norte

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Logo após a confirmação da reeleição da presidente Dilma Rousseff, centenas de eleitores e simpatizantes vestidos de vermelho e com bandeiras do Partido dos Trabalhadores se reuniram na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, para comemorar a vitória de Dilma.

Com 99% das urnas apuradas até as 20h55 Dilma tinha 51,56% dos vota contra 48,44% para Aécio Neves. A qualquer momento a presidente deve pronunciar suas primeiras palavras após a reeleição


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O dia da candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições:



Dilma é a terceira presidente da República a ser reeleita — antes dela, Fernando Henrique Cardoso e Lula haviam cumprido dois mandatos. Nona mineira a comandar país, ela agora pode ultrapassar Juscelino Kubitschek e se tornar a presidente nascida naquele Estado com mais tempo no governo do Brasil — JK ficou quatro anos e 355 dias no poder.

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Ao assumir seu segundo mandato, Dilma será a sexta presidente mais velha da nossa história. Com 67 anos completados em 14 de dezembro, a presidente fica atrás apenas de Nereu Ramos, Costa e Silva, Getúlio Vargas (que tinha 68 anos e nove meses em seu último mandato), Rodrigues Alves (quinto presidente da história do Brasil) e Tancredo Neves (que morreu antes da assumir, mas teria 75 anos no dia em que tomaria posse).

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Campanha foi marcada pela morte de Eduardo Campos

Dilma venceu após três meses de uma campanha eleitoral marcada pela maior tragédia envolvendo políticos na história recente do Brasil. Em 13 de agosto, Eduardo Campos deixou a condição de possível futuro presidente da República para se tornar o primeiro candidato ao cargo a morrer durante a disputa. A fatalidade da queda do jato que vitimou o pernambucano e outras seis pessoas abriu espaço para uma improbabilidade: a entrada de Marina na corrida eleitoral, a terceira colocada no pleito de 2010 com quase 20 milhões de votos.

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A ambientalista chegou a quebrar a polarização PT-PSDB que há 20 anos marca a política brasileira e a aparecer à frente de Dilma em pesquisas de intenção de voto para o segundo turno e colada no primeiro — porém, contradições nas suas posições (como o recuo do tema LGBT no seu plano de governo) não sustentaram a candidatura. Aécio retomou o protagonismo na reta final e acabou indo ao segundo turno com a petista. Até os últimos dias de campanha, as pesquisas de intenção de voto mostravam o tucano empatado ou à frente da presidente reeleita.

Ao longo da campanha, Dilma resistiu a ataques da oposição em um cenário povoado pela estagnação econômica do país e por denúncias de corrupção. O escândalo de desvios da Petrobras, porém, não parece ter sido suficiente para abalar a imagem da presidente que se equilibrou sobre os feitos de seu governo e dois oito anos de Lula no poder.

DIÁRIO CATARINENSE
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