Santa Catarina já é terceiro Estado em geração de empregos em economia criativa Alvarélio Kurossu/Agencia RBS

Cintia Domit Bittar, Ana Paula Mendes, Will Martins e Carol Gesser estão à frente da Novelo Filmes

Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Na faculdade de cinema da Unisul um grupo discutia constantemente ideias de filmes. Das reuniões informais nasceu um projeto e, em 2010, Cíntia Domit Bittar, uma das participantes já formada há três anos, decidiu abrir uma produtora em Florianópolis e depois de dois dias tinha a sala para abrigar o projeto. Nascia, de forma veloz, a Novelo Filmes, que no ano seguinte ganhou o reforço de mais cinco sócios. 

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— Nosso foco sempre foi fazer um cinema diferente do que estava sendo feito, unindo qualidade artística, além de entreter o público — explica Cíntia.

A produtora da Capital vende algo inesgotável e intangível: ideias e talento. Essa é a base da economia criativa, tema que tem sido amplamente discutido, mas que ainda encontra barreiras para se desenvolver.

Carlos Eduardo Somaggio, coordenador do Catarina Criativa — programa que visa a fomentar a criação de novas empresas e produtos criativos catarinenses, afirma que são três gargalos para o desenvolvimento do setor no Estado: falta de estrutura institucional e políticas públicas; concepção de produtos não orientados a necessidades dos clientes, e falta de acesso ao mercado. Para ultrapassar esses obstáculos, o programa, criado em 2013, irá lançar o Lab Catarina Criativa em novembro. O projeto irá auxiliar os empreendedores criativos a desenvolverem produtos e apresentá-los a clientes potenciais, através de consultoria e capacitação. O projeto é focado, inicialmente, nos setores de games e audiovisual, mas pretende expandir sua atuação.

A Novelo Filmes, depois de quatro anos de existência, também enfrenta um desafio comum da área: 

— Precisamos encontrar a sustentabilidade econômica para não dependermos de editais _ avalia a sócia-fundadora da produtora.

Para driblar isso, irão produzir no próximo ano seu primeiro longa ficção, além de divulgar as produções em festivais, TV por assinatura e até programação de bordo.
O diretor-executivo do Sapiens Parque, José Eduardo Fiates, afirma que a economia criativa em Santa Catarina é impulsionada pelo setor de games, audiovisual e design, principalmente da indústria de moda. Ele afirma que a meta é consolidar Santa Catarina como o terceiro polo de economia criativa do país nos próximos 10 anos.
DIÁRIO CATARINENSE
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