Velório de Ricardo dos Santos será realizado na Guarda do Embaú, em Palhoça Divulgação/Billabong

Surfista Ricardo dos Santos morreu nesta terça-feira, dia 20

Foto: Divulgação / Billabong

O surfista profissional Ricardo dos Santos — que morreu no começo da tarde desta terça-feira, dia 20, no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis — teve o corpo liberado para realização de perícia pelo Instituto Médico Legal (IML). O procedimento deve ajudar a solucionar o crime que levou à sua morte, provocada por três tiros efetuados pelo policial militar Luis Paulo Mota Brentano.

A família do surfista aguarda apenas a conclusão do exame cadavérico para dar início ao velório, que será realizado no Salão Paroquial da Guarda do Embaú, em Palhoça. A mãe de Ricardo deseja ainda cremar o corpo do filho e lançar parte das cinzas na Guarda do Embaú, praia na qual ele nasceu, cresceu e faleceu, em ato público destinado a enfatizar a busca de justiça para o caso. Outra parte das cinzas deve ser jogada no Havaí. A família afirmou ainda que as córneas do surfista serão doadas.

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Surfista morreu após quatro cirurgias

O surfista catarinense Ricardo dos Santos, vencedor dos prêmios Wave Of The Winter e Andy Irons, morreu nesta terça-feira, dia 20. Internado no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, desde a manhã de segunda-feira, dia 19, o atleta passou por quatro cirurgias após ser baleado pelo policial militar Luis Paulo Mota Brentano na Guarda do Embaú, em Palhoça. Na manhã desta terça-feira, o atleta teve uma parada cardiorrespiratória e veio a óbito.

Ricardo dos Santos foi atingido por dois tiros

Ricardo dos Santos foi baleado na manhã de segunda-feira, dia 19, na Guarda do Embaú, em Palhoça, por volta das 8h50min. Ele foi atingido por dois tiros — um no tórax e um no pulmão — e encaminhado pelo helicóptero Arcanjo para o Hospital Regional de São José.

Dois suspeitos foram detidos por volta das 11h de segunda-feira — um deles é policial militar em Joinville e passava férias no litoral. O soldado da PM autor dos disparos, Luis Paulo Mota Brentano, 25 anos, diz que agiu em legítima defesa. Ele sustenta que o surfista e outro homem teriam partido para cima dele com um facão em punho numa discussão por causa do lugar em que estava parado com o carro, na Guarda do Embaú.
DIÁRIO CATARINENSE
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