Produtores catarinenses investem em tecnologia para aumentar produtividade Divulgação/Divulgação,Copercampos

Produtividade da soja teve um aumento de cerca de 10 sacas por hectare

Foto: Divulgação / Divulgação,Copercampos

A crise econômica no país não conseguiu atravessar os limites do Meio-Oeste catarinense, onde a economia é movida pela agroindústria. Em Campos Novos, a cooperativa agrícola Copercampos projeta ultrapassar a cifra de R$ 1 bilhão em faturamento este ano, registrando um aumento de 10% a 15% nas receitas na comparação com 2014.

Luiz Carlos Chiocca, presidente da cooperativa agrícola, a terceira maior do Estado, diz que o crescimento da empresa em 2015 virá da expansão das áreas de plantio e da alta produtividade. Esta, uma conquista da tecnologia no campo, segundo ele.

Empresa apostam em inovação para fugir da crise

As novas lavouras nos municípios de Capão Alto, Lages e Correia Pinto vão representar um incremento de 20% na produção de milho, soja e trigo sobre o resultado de 2014.

Na Copercampos, como explica o coordenador técnico Marcos Schlegel, a adesão dos produtores à alta tecnologia disponível para a agroindústria cresceu muito nos últimos cinco anos. A cooperativa utiliza sementes modificadas para maior resistência a pragas e o sistema de agricultura de precisão, que enriquece o solo de maneira uniforme, fazendo com que todas as áreas da lavoura atinjam o seu máximo produtivo.

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— A agricultura de precisão tem se tornado altamente viável. Os produtores percebem o retorno do investimento e têm acesso a linhas de crédito no banco. Alguns agricultores tiveram aumento de 50% na produtividade — afirma Schlegel.

De acordo com Luiz Chiocca, se há cinco anos a cooperativa produzia de 130 a 150 sacas de milho por hectare, hoje a relação é de 180 sacas do grão por hectare. A produtividade da soja teve um aumento de cerca de 10 sacas e a de trigo de 20 sacas.

Enori Barbieri, presidente da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), acrescenta que, nas condições climáticas atuais, sem secas e alto nível de chuvas, as safras em 2015 estão melhores do que no ano passado. Segundo ele, apesar da baixa nos preços das commodities e da limitação física do Estado para comportar mais produção, a agroindústria de SC vai registrar incremento nas vendas em 2015 graças à alta produtividade, característica, aliás, que destaca o Estado no cenário brasileiro.

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Agropecuária aumenta vendas

Para o presidente da Cidasc, todo o setor agropecuário catarinense poderá comemorar aumento significativo nas vendas. Barbieri afirma que grandes empresas, como a BRF, que começaram a direcionar investimentos para outras regiões do Brasil, estão voltando a focar em projetos no Estado.

Ele explica que o diferencial de SC está na condição sanitária (o Estado é livre da febre aftosa) e nos mercados internacionais conquistados depois desta adequação.

Barbieri destaca ainda a produção de leite, que aqui cresce duas vezes mais que nos outros Estados. Hoje, SC é o quinto maior produtor do Brasil, mas deve terminar o ano na quarta posição. São processados 8 milhões de litros de leite por dia no Estado, com capacidade para a produção de 11 milhões de litros.

DIÁRIO CATARINENSE
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