Endividamento cai, mas inadimplência dos catarinenses permanece elevada, aponta pesquisa da Fecomércio SC Porthus Junior/Agencia RBS

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Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor catarinense do mês de julho, feita pela Fecomércio SC, apontou uma queda no percentual de famílias endividadas, tanto em relação ao mês anterior (2,5 pontos percentuais) quanto ao mês de julho de 2014 (4,5 p.p.). O índice que estava em 57,4%, passou para 52,9%. No entanto, a PEIC revelou também que o número de famílias com contas em atraso e que não terão condições de pagar permanece próximo à máxima histórica, com 10,1%. Isso é reflexo da retração da renda, que diminui os recursos disponíveis para o pagamento das dívidas, gerando aumento controlado da inadimplência.

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O percentual de famílias com contas em atraso caiu para 18,2%. No mês passado, encontrava-se em 19,3% e, em julho de 2014, 18,5%. As famílias com renda superior a 10 salários mínimos estão mais endividadas (55,2%), em comparação com as famílias de renda inferior a 10 salários mínimos (54,3%). Já a percepção do nível de endividamento das famílias diminuiu no nível mensal. O percentual dos muito endividados, que estava em 14,1% no mês passado, agora está em 13,7%.

Em relação aos tipos de dívida dos catarinenses, o cartão de crédito continua sendo o principal agente do endividamento, com 45,3%. Em segundo, terceiro e quarto lugares aparecem, respectivamente, os carnês (27,8%), financiamento de carro (27,6%), crédito pessoal (19,4%).

No que diz respeito ao tempo de comprometimento com as dívidas, a maioria dos catarinenses endividados tem dívidas por mais de um ano (50,9%). A parcela da renda das famílias comprometida com dívidas caiu entre junho e julho para 31,9% ou seja, em níveis que ainda geram certa preocupação. O tempo de comprometimento com dívidas, de 9,1 meses, também manteve-se estável no seu maior nível.

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Cidades

Nas cidades, Florianópolis é a que tem o maior percentual de famílias endividadas, com 86,5%. Na sequência, vêm Blumenau com 49%, Itajaí com 48,1% e Joinville com 36,5%.

Em relação ao percentual de famílias com contas em atraso, Florianópolis também lidera com 26,8%. Joinville tem o maior número de famílias que não terão condições de pagar, com 12,5%. Quanto ao nível de endividamento, a Capital lidera entre os muito endividados, com 28,7%, e Chapecó tem o menor percentual nesse indicador, com 5,9%.

Já em relação aos tipos de dívida nas cidades, o cartão de crédito continua sendo o principal agente do endividamento, com especial destaque para Florianópolis, com 63,1%. Os carnês, os financiamentos, tanto de carro quanto de casa, e o crédito consignado aparecem logo em seguida em quase todos os munícipios. Em Joinville, Chapecó, Itajaí e Blumenau, é possível destacar o crédito pessoal.

Nas contas em atraso, os chapecoenses, com a maior média do Estado, levam em torno de 72,7 dias para quitá-las, enquanto que Blumenau e Florianópolis têm a menor média do Estado, levando 63 dias.

A cidade que apresenta o maior percentual de seus habitantes com uma percentual de renda comprometida com dívidas superior a 50% é Itajaí (25,6%). E, por isso mesmo, também ocupa o primeiro lugar na parcela da renda comprometida com dívidas (35%).

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DIÁRIO CATARINENSE
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