PF cumpre busca e apreensão no Deinfra, em Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS

Busca e apreensão no Deinfra: diligência para localizar ex-funcionário comissionado.

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram um mandado de busca e apreensão no Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) em busca de documentos na sala de um ex-funcionário comissionado.

A ação faz parte da Operação Pecúnia, que investiga a compra de votos de um grupo político que atuaria a partir de Florianópolis e enviaria dinheiro para municípios da região do Extremo-Oeste catarinense.

A Comunicação Social da PF em Florianópolis informou que os policiais foram às 9h no Deinfra, mas não localizaram o servidor porque ele não trabalha mais no departamento.

Há denúncia e suspeita da PF sobre funcionário fantasma, o que está sendo apurado. A PF não entrou na sala da presidência.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo do Estado, na tarde desta quinta, o presidente do Deinfra, Wanderley Agostoni, afirma que a busca da PF era para localizar a sala onde trabalhava Rodrigo de Souza Comin e os equipamentos utilizados por ele no Deinfra, mas que nada foi encontrado.

Ainda na nota, o Deinfra, diz que Comin foi nomeado como assistente de direção em 1º de abril de 2014 e exonerado no dia 28 de novembro de 2014 com efeito retroativo a 3 de novembro de 2014. O DC ainda não conseguiu localizar o ex-servidor

A Operação Pecúnia cumpriu nesta quinta mandados de busca e apreensão em 26 localidades do litoral e do Oeste de Santa Catarina. Foram mobilizados 100 policiais federais.

Compra de votos

Em Florianópolis, a PF informou que a investigação é comandada pelo delegado Márcio Anater, de Dionísio Cerqueira.

O objetivo da ação é a coleta de provas para a investigação de um esquema de compra de votos que teria ocorrido na eleições de 2014.

As apurações tiveram inicio com a apreensão de R$ 110 mil em setembro de 2014 por policiais rodoviários federais.

Com base nisso os promotores eleitorais de Dionísio Cerqueira, Anchieta e Maravilha pediram a instauração de um inquérito policial. No decorrer da operação foram apreendidos mais R$ 48 mil.

A nota de esclarecimento divulgada pelo governo do Estado:

"O presidente do Deinfra, Wanderley Agostini, esclarece que agentes da Polícia Federal estiveram na manhã de hoje na sede do órgão, em Florianópolis.

De acordo com o mandado de busca e apreensão, expedido pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da 50ª Zona Eleitoral de Dionísio Cerqueira, a diligência da PF era para localizar a sala onde trabalhava Rodrigo de Souza Comin e os equipamentos utilizados por ele no Deinfra.

Rodrigo de Souza Comin foi nomeado como assistente de direção, em ato número 688, de 1º de abril de 2014, publicado na edição 19.795 do Diário Oficial do Estado, de 9 de abril de 2014. O ato de exoneração foi publicado no D.O. do dia 28 de novembro de 2014, com efeito retroativo a 3 de novembro de 2014.

O auto circunstanciado de busca e apreensão destaca que nada foi encontrado no Deinfra."

DIÁRIO CATARINENSE
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