Após três mortes em sete horas, PM descarta operação especial em Chapecó Márcio Cunha/Especial

Chapecó recebeu operação para frear avanço de homicídios em fevereiro de 2014

Foto: Márcio Cunha / Especial

Com as três mortes em menos de sete horas neste final de semana, o número de homicídios chegou a 31 em Chapecó em 2015, conforme dados da Polícia Militar. A corporação, porém, descarta qualquer operação especial como as que ocorrem em Criciúma e Joinville, ou como a feita na própria cidade do Oeste catarinense no ano passado. O comando da PM avalia as execuções no curto período de tempo como atípicas diante de um cenário controlado e que foca na prevenção, com apreensões de armas de fogo como uma das principais medidas.

Três pessoas são assassinadas em menos de sete horas em Chapecó
Média de homicídios caiu para um a cada 24 dias na operação de 2014

A Polícia Civil investigará os casos, mas apurações preliminares apontam que, embora todas as vítimas tivessem passagens pela polícia, nenhuma delas estava envolvida com grupos criminosos e as execuções não seriam resultado de confronto de facções por poder. Os homicídios foram registrados em bairros considerados distantes uns dos outros (Pinheirinho, Epafi e Parque das Palmeias), o que para o tenente-coronel Cosme Manique Barreto, comandande da Polícia Militar de Chapecó, é outro indício de que os crimes não têm relação entre si.

— Vínhamos tendo de dois a três assassinatos por mês na maior parte do ano e, entre maio e junho, ficamos quase 40 dias sem homicídios. Este foi um fim de semana atípico, que não reflete um aumento da violência — afirma o tenente-coronel.

Operação conjunta em Criciúma começou em maio de 2015
Força-tarefa busca frear avanço de homicídios em Joinville


O comandante também destaca a apreensão de mais de 25 armas de fogo em agosto para considerar que a situação não exige reforço ou força-tarefa de outras regiões do Estado:

— Os crimes infelizmente ocorrem, mas a ação preventiva tem acontecido com vigor. Foi um fato totalmente isolado, e o quadro não se apresenta para alguma operação especial.

Em fevereiro de 2014, Chapecó recebeu uma operação conjunta das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal com objetivo de frear o avanço dos assassinatos no município, que tinham sido 15 nos primeiros 50 dias daquele ano. Em 2015, há forças-tarefa semelhantes atuando em Criciúma e Joinville, que registraram mais de 45 homicídios cada uma até agora.

DIÁRIO CATARINENSE
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