Delegado diz que mais pessoas podem estar envolvidas na morte de mulher esquartejada Arquivo pessoal/Arquivo pessoal

Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, 34 anos, era natural de Uberaba e morava em Porto Alegre

Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Mais pessoas podem estar envolvidas na morte de Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, 34 anos, assassinada e esquartejada em Porto Alegre (RS). A vítima teve partes do corpo colocadas numa mala, que foi deixada há duas semanas num terreno em São Joaquim, na Serra catarinense.

Segundo o delegado de São Joaquim, Diego Azevedo, novas prisões não estão descartadas nos próximos dias.

Já estão presos desde sexta-feira na Capital gaúcha o recepcionista Vandré Centeno do Carmo, 25 anos, amigo da vítima e que confessou o assassinato, e o sogro de Cíntia, Werner Glufke, 63 anos, que nega a participação.

O inquérito vai seguir em Porto Alegre, mas a polícia catarinense continuará atuando em conjunto com a Polícia Civil do RS. Em um vídeo gravado pelos policiais, o recepcionista confessa a morte e, confuso, se diz arrependido:

"Uma dor forte de cabeça, tentei tomar mais vinho pra tentar me acalmar, mas piorou. Aí tive essa ideia maluca de pegar uma mala, assim sabe, talvez dar um fim nela e nunca mais ter esse sofrimento. Ela não está aqui, não vai poder me fazer mais mal. Eu errei, me arrependo disso", afirmou o rapaz no depoimento ao contar como planejou o crime.

Partes do corpo de Cíntia — como pernas, mãos e braços — foram colocados em uma mala e encontrados em um terreno baldio em São Joaquim, há duas semanas. A mulher foi morta com golpes de martelo em Porto Alegre. Depois, o autor viajou a SC trazendo partes do corpo em uma mala.

Vandré contou que na madrugada do sábado, 8 de agosto, abandonou a mala em um terreno baldio perto da rodoviária. A mala foi encontrada no dia seguinte por um catador de latinhas. Vandré e Cíntia trabalharam juntos em um hotel de Porto Alegre e foram colegas em um curso de comissário de bordo.

Cíntia era natural de Uberaba, Minas Gerais, mas morava em Porto Alegre, e o jovem já teria, inclusive, viajado até a cidade para conhecer a família dela.

De acordo com a polícia, o autor e a vítima eram amigos e o crime teria sido motivado por brigas entre os dois e o sogro de Cíntia, além do relato de bullying sofrido por Vandré por parte da vítima. O sogro da vítima nega a participação. A reportagem tentou entrar em contato com a defesa de Vandré Centeno do Carmo, mas até o dia em que prestou depoimento o jovem ainda não havia contratado advogado.

 

 Crime ocorreu no apartamento da vítima, no bairro Jardim Carvalho, em Porto Alegre.

Como a polícia e o IGP chegaram à identificação da mulher esquartejada
Vídeo mostra suspeito com mala em que estaria partes da mulher

DIÁRIO CATARINENSE
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