O reajuste de 3,61%, em média, para as tarifas de energia em Santa Catarina anunciado nesta terça-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) surpreendeu o mercado e ficou abaixo do projetado para o período. Para a indústria catarinense, o percentual foi melhor do que a expectativa, mas ainda assim a alta acumulada em 2015 é de 29,27%. O aumento passa a valer no consumo a partir de 7 de agosto, sexta-feira.

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— O aumento mais baixo atende, em parte, a demanda que a gente vinha fazendo junto à Aneel e à Celesc. Ainda assim, continuamos com uma das tarifas para a indústria mais caros do país — diz Otmar Müller, presidente da Câmara de Energia da Fiesc.

De acordo com o economista Danilo Kuhnen, assessor da Câmara, o percentual ficou abaixo do que outras distribuidoras aplicaram no reajuste anual. No entanto, a Celesc já havia realizado um aumento extraordinário de 24,77% em março. No cálculo composto, a alta fica em 29,27%, afirma Kuhnen.

Efeito das bandeiras tarifárias

Além do aumento acumulado, o economista lembra do efeito das bandeiras tarifárias. Em vigor desde fevereiro, a bandeira vermelha configura um custo adicional para o consumidor na ordem de 14% a 15%. Com isso, o acumulado de aumento de preços fica em 47% esse ano.

Aumento abaixo da inflação

O reajuste baixo anunciado nesta terça-feira também chama a atenção por ter ficado abaixo da inflação oficial do período, usada pela Aneel para balizar as decisões. De acordo com analistas de mercado, em função do efeito das bandeiras tarifárias, boa parte do aumento já havia sido precificado. 

— Quando a bandeira vermelha foi adotada, a energia passou de R$ 3 para R$ 5,50 para cada 100 KW/h consumido, ou seja, 83% de aumento naquela oportunidade — diz André Rezende, secretário-geral da Jucesc e ex-diretor da Celesc.   


DIÁRIO CATARINENSE
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