Brasil corta quase 1 milhão de vagas de emprego formal em 12 meses Divulgação/Laine Valgas

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Nos primeiros oito meses do ano, o Brasil fechou de 572.792 vagas formais de emprego, informou nesta sexta-feira o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado dos últimos doze meses, o recuo foi de 985.669 postos. Os dados são sem ajuste, ou seja, não incluem as informações passadas pelas empresas fora do prazo.

Só em agosto, 86.543 vagas com carteira assinada foram cortadas, a quinta queda mensal consecutiva. Este é o pior resultado para o mês desde 1995, quando foram fechadas 116.856 vagas. O saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.392.343 admissões e 1.478.886 demissões.

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O número divulgado nesta sexta ficou dentro do esperado pelo mercado para o mês de agosto. Levantamento do AE Projeções feito com 13 instituições mostrou que as estimativas eram de um resultado negativo entre 40 mil e 151,9 mil postos de trabalho. Com base neste intervalo, que envolve os números sem ajuste sazonal, a mediana encontrada foi de eliminação de 70 mil vagas.

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Os dados do Caged mostram que o Rio Grande do Sul foi o Estado que registrou a terceira maior queda no número de vagas formais. No mês passado, foram excluídos 12.737 postos de trabalho. Em todo o País, o RS só fica atrás de Minas Gerais (-23.849 postos) e São Paulo (-16.992 postos). Como ressalva, o Ministério do Trabalho aponta que tanto gaúchos quanto paulistas reduziram o ritmo de perda de vagas de emprego em relação a julho, quando foram registrados déficits de 17.818 e 38.109 postos, respectivamente.

Apesar do resultado geral negativo, nove das 27 Unidades da Federação registraram ampliação no número de vagas de trabalho ocupadas. Os Estados que mais geraram empregos foram Paraíba (4.293 postos), Alagoas (2.505 postos) e Acre (1.179 postos). Mas também houve incremento no número de postos no Maranhão (947), Ceará (871), Sergipe (722), Piauí (613), Tocantins (154) e Roraima (117).

*Zero Hora, com agências

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