A BMW vai ampliar sua linha de automóveis produzidos em Araquari. Em fevereiro de 2016 apresentará o X1 e, em meados do próximo ano, virá o X4. O foco futuro, é o mercado é de automóveis elétricos.

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BMW teve de adaptar máquinas à NR-12

A BMW precisou adaptar máquinas e equipamentos da fábrica de Araquari às regras da NR-12, que normatiza o funcionamento à legislação de segurança do trabalho de acordo com o que prevê o Ministério do Trabalho.

O número 1 da unidade brasileira, Gerald Degen, revela que as instalações tiveram de ser remodeladas em função dessa obrigação. O executivo não revelou o valor dos investimentos feitos para atender a esta exigência porque, inicialmente, as máquinas estavam preparadas conforme modelo alemão e europeu. Para finalizar estes ajustes, restam somente alguns detalhes, explica.

Nem por isso, a montadora alemã modificou sua estratégia para o Brasil. A BMW vai ampliar sua linha de automóveis produzidos. Em fevereiro de 2016 vai fabricar o X1 e, em meados do próximo ano virá o X-4. Gerald Degen foi um dos painelistas do fórum sobre mobilidade e conectividade, no último dia do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA).

Diferentemente da multinacional alemã BMW, empresários brasileiros voltaram a reclamar, em fórum sobre a NR-12, no EEBA, das exigências legais recentemente definidas pelo governo brasileiro para melhorar a segurança dos empregados no trabalho. Simples questão de custo e de cumprimento de leis. Melhor: é questão de processo civilizatório.

Banco de horas

A BMW também vai implantar o sistema de banco de horas na fábrica de Araquari. As negociações com o sindicato de trabalhadores deve ser concluída ainda nesta semana. É a forma natural de ajustar o nível de produção às demandas de mercado. Sinal claro de que o mercado encolhe. até mesmo no segmento de veículos premium.

— Se a economia estivesse acelerada, poderíamos ter produção maior — diz Gerald Degen, avaliando o cenário de dificuldades macroeconômicas do País.

Vias entupidas

Em sua intervenção no painel sobre mobilidade e conectividade, a vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Gleide Patrizi, avaliou que apesar do momento atual de crise, a perspectiva é que em 20 anos a quantidade de carros por habitante dobre no país.

Futuro

O balanço do EEBA 2015 remete ao que se espera desse tipo de evento: troca de cartões, visitas a empresas, boas intenções, olhares diversos sobre assuntos complexos, aprendizados pontuais e perspectivas de negócios no médio e longo prazos.

A exemplo de tantos outros encontros do gênero, geração de riqueza nova, formação de parcerias e novos investimentos alemães relevantes e massivos no Brasil vão ficar para quando o nosso país der mostras de solidez macroeconômica, clareza política e gestão comprometida com a eficiência administrativa.

Contatos

Mark Rea, da Compuciclado, empresa catarinense pioneira na exportação de lixo eletrônico, vai começar contatos com empresas para possível relacionamento e, eventualmente, prospectar novos negócios.

Negócios

As rodadas de negócios realizadas no EEBA resultaram em prospecções e negócios. O empresário alemão Knuth Baumgarter, da Micro-Hybrid, fabricante de sensores clínicos, espera iniciar a exportação de seu produto para a América do Sul e vai avaliar a possibilidade de montar uma unidade no Brasil. Nesta quarta-feira, dia 23, terá cinco encontros com empresários em São Paulo.

Barato

O tema não foi tratado em conversas nos fóruns de discussão, em Joinville mas, com o dólar acima de R$ 4,00, ficou barato comprar empresas brasileiras.

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