Em seu discurso de abertura do 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Joinville, o ministro de Desenvolvimento Econômico e de Comércio Exterior, Armando Monteiro, admitiu:

- Vivemos uma transição. Temos consciência de que é preciso encaminhar bem essa transição.

Em relação aos reclamos do empresariado e da oposição por reformas estruturais, argumenta que foram adiadas porque vivíamos anos de bonança.

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Aproveitou para elogiar os visitantes, ao reconhecer que devemos ter o modelo de desenvolvimento industrial alemão como referência. A visão oficial alemã é de otimismo para com o futuro brasileiro, a médio e longo prazos. A Alemanha está disposta a ajudar o Brasil a voltar a crescer. Os investimentos produtivos da indústria serão feitos aqui porque o País é importante parceiro estratégico.

Essa síntese das expectativas positivas veio pela fala do vice-ministro da Economia e Energia, Matthias Machnig, em seu discurso também na abertura do evento.  Claro que o líder fez a natural cobrança por reformas estruturantes relacionados a interesses empresariais de lá. Lógico que nada é de graça.

A BDI, máxima representação da indústria da Alemanha, age para que companhias filiadas  expandam seus negócios também no exterior. No Brasil, os alvos são em áreas sensíveis e promissoras como energia, infraestrutura, petróleo e gás, saúde.

Potencial

O principal executivo (CEO) da Volkswagen Truck & Bus, Andreas Renschler, foi direto ao ponto em sua intervenção no debate sobre políticas públicas e comerciais: O pior para todos seria se as reformas e ajustes não fossem feitos. Acredito na força e no potencial do País. Em algum momento, ele deverá avançar.

Três vetores

Três aspectos dominam a atenção do Ministério do Desenvolvimento: expansão das exportações, melhoria de infraestrutura, com busca por investimentos estrangeiros - inclusive alemães - e aumento de produtividade. As futuras concessões para portos, aeroportos e ferrovias devem receber US$ 50 bilhões. Detalha: o plano nacional de exportação tem por objetivo a simplificação tributária e a criação de portal único com informações sobre comércio exterior, algo que só se materializará, de fato, em 2017.

Intercâmbio com Turíngia

Santa Catarina e o Estado alemão da Turíngia assinaram protocolo de intenções que prevê o intercâmbio de informações e experiências nas áreas científica e tecnológica, acadêmica, cultural, econômica e comercial. A parceria foi firmada, em Joinville, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Assinaram o acordo o governador do Estado de Santa Catarina, Raimundo Colombo; o ministro da Economia, Ciência e Segurança Digital do Estado da Turíngia, Wolfang Tiefensee (ao centro); e o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann.

Geografia

Ao citar a realização do Encontro Econômico Brasil-Alemanha no pé de ampla reportagem, com dez parágrafos,  publicada na edição online dia 21, segunda-feira, o importante jornal alemão Die Wellt, situa Joinville como a maior cidade do próspero Estado do Paraná. O texto fala de interesse alemão em apoiar a economia brasileira, trata da questão do clima, mas concentra a análise na crise e nos escândalos de corrupção política.

Não vieram

Mesmo confirmados, o ministro da Ciência, Aldo Rebelo, e o presidente da Agência de Promoção do Comércio Exterior (Apex), David Barioni Neto não vieram para o Encontro.

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