A construção civil deu uma grande encolhida neste ano. Nenhuma surpresa nisso. Com juros de financiamento mais altos, menos dinheiro no bolso da população e preocupação legítima com o futuro em razão das incertezas do presente e do curto prazo, os construtores e incorporadores, e mesmo as pessoas físicas, demandaram menor número de pedidos de aprovação de projetos. O fato, em si, é percebido sem dificuldades, e os números oficiais ajudam a explicar a situação.

A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) aprovou, no conjunto, neste ano (de janeiro a agosto), a construção de 1.279 projetos. A metragem dos empreendimentos aprovados nestes oito meses chega a 667 mil m2. Em igual período do ano passado, foram aprovados 688 mil m2. Nos últimos 12 meses (setembro de 2014 a agosto de 2015) foram aprovados 1.934 iniciativas com 1.006.286 m2 construídos.

Por segmentos

Ao desdobrarmos, a estatística mostra que, em 2015, foram aprovadas 835 obras de residências unifamiliares (casas) e 141 prédios. Para uso misto – residencial-comercial – mais 113 estabelecimentos virão para atender a necessidades da sociedade. O comércio vai erguer, 87 novos negócios, e 48 prestadores de serviços podem se instalar na cidade. Há, ainda, a liberação para a edificação de 38 imóveis destinados a instituições de variados tipos. Outras 17 unidades industriais também estão autorizadas.

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Melhora no bimestre

Apesar da retração conhecida nos negócios do segmento – no Brasil , 500 mil pessoas vão perder o emprego neste ano – em Joinville, no bimestre julho-agosto, o número de empreendimentos aprovados pela Prefeitura foi o maior desde o início de 2015. Esse dado pode significar uma tímida recuperação. Claro que é uma informação que remete ao passado. Mesmo assim, é um pequeno alento por indicar melhora em relação aos demais meses. A curva para cima ainda não é acentuada. A confirmação – ou não – de uma realidade menos ruim só será notada quando vierem as estatísticas do último quadrimestre.

Alerta e pressão

O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) articula campanha em defesa do Sistema S. Qualifica a medida do governo de reduzir repasse como “confisco”. A Fiesc fala, até, em 3.300 demissões, com fechamento de 50 unidades do Sesi e Senai, além de extinção de 40 mil vagas de ensinos profissionalizante e básico. Pelo sim, pelo não, as entidades preparam ação política denominada Marcha pelo Futuro. Até as 17h20 de sexta-feira, dia 25, havia 15.789 adesões online.

Convênio

Com o objetivo de garantir a qualidade dos produtos que utiliza em obras e serviços, a Águas de Joinville assinou convênio com a Sabesp, empresa responsável pelo saneamento básico do Estado de São Paulo. Os fornecedores da companhia deverão homologar na empresa paulista os principais materiais usados no saneamento básico, como tubos e hidrômetros. O objetivo é dar padrão de alta qualidade aos serviços e produtos a serem prestados pela Águas.

Dólar alto

Em conversas com representantes das companhias aéreas, o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, constatou dois comportamentos distintos para a venda de passagens em tempos de dólar valorizado. Quem transporta brasileiros luta para evitar o cancelamento de voos e de rotas, enquanto quem traz turistas para o País, em especial dos países vizinhos, não esconde a euforia. A Aerolineas Argentinas, por exemplo, registrou um acréscimo de 80% nas vendas de bilhetes em agosto no comparativo com julho. Para o próximo verão, a empresa planeja oferecer três voos diários de Buenos Aires para Florianópolis.

Espanhol

O grupo religioso Congregação dos Filhos da Sagrada Família, originário da Espanha, fez contatos preliminares para avaliar a possibilidade de construir escola em Joinville. A instituição precisa de terreno com 15 mil m2. Profissional especializada na busca pelo melhor imóvel selecionou 18 terrenos a serem apresentados a executivos do grupo. Visita deles é esperada.

Política

Os ex-senadores Pedro Simon (RS) e Casildo Maldaner (SC) são os convidados da reunião do conselho da Acij nesta segunda-feira. Crise política e corrupção serão alguns dos assuntos a serem analisados.

Direitos

Os empregados domésticos terão direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a partir de 1º de outubro. A decisão foi publicada na sexta-feira, dia 25, e determina que cabe ao empregador fazer o pedido de inclusão do empregado doméstico, sob sua responsabilidade.

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