Conta de luz continuará com bandeira vermelha em outubro. Entenda Dani Barcellos/Especial

Foto: Dani Barcellos / Especial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manterá na cor vermelha a bandeira tarifária referente ao mês de outubro. Com isso, as contas de luz virão com acréscimo de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O Brasil está na bandeira vermelha desde o começo de 2015, quando o regime de cobrança adicional entrou em vigor, em razão da necessidade de despacho das usinas térmicas decorrente da longa estiagem que afeta o país nos últimos três anos.

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Com a melhora nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e a queda na consumo de energia, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou no mês passado o desligamento de 21 usinas térmicas com potência somada de 2 mil megawatts médios.

Isso se refletiu em um desconto no preço da bandeira vermelha a partir deste mês. A mudança, aprovada pela Aneel no fim de agosto, reduziu o preço da bandeira vermelha de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos para R$ 4,50. Ainda assim, a melhora na geração hídrica não foi suficiente para fazer a bandeira baixar para a cor amarela.

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O sistema de bandeiras tarifárias permite a cobrança de um valor extra na conta de luz, que varia de acordo com o custo de geração de energia. Esse valor adicional é indicado pelas bandeiras verde, amarela e vermelha, que informam ao consumidor se ele está pagando mais caro pela energia.

A bandeira verde indica condições favoráveis de geração de energia, situação que não resulta em acréscimos na tarifa. A bandeira amarela indica condições de geração menos favoráveis. Nesse caso, a tarifa sofreria acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos.

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*Agência Brasil

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