Menino que estava desaparecido em Piçarras pediu para que delegado não prenda pessoas que o levaram Divulgação/Polícia Civil

Kaik conversou com o delegado Wilson Masson após ser deixado em Balneário Piçarras

Foto: Divulgação / Polícia Civil

Após ser encontrado em Balneário Piçarras, o menino Kaik Leonardo Bitinelli Fagundes, 8 anos, conversou com o delegado Wilson Masson nesta quinta-feira e pediu para as pessoas que o levaram não sejam presas. A criança estava desaparecida há 32 dias e foi deixada próximo à casa da madrinha, no Bairro Nossa Senhora da Paz, no fim da tarde de quarta-feira. O garoto teria revelado diversos detalhes sobre o ocorrido durante depoimento.

— O menino estava muito bem de saúde, bem vestido e nos surpreendeu a alegria dele. Inclusive, exigiu garantias de que as pessoas não seriam presas — afirma Masson.

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De acordo com o delegado, as revelações feitas por Kaik vão ao encontro do que foi apurado durante a investigação. Masson explica que o menino não soube dizer onde estava durante esse período, mas que conseguiria reconhecer o local. A polícia continua trabalhando com as hipóteses de cárcere, sequestro e subtração de incapaz.

— Nós temos fortes indícios da autoria e aguardamos que essas pessoas se apresentem para esclarecer os fatos. São pessoas ligadas, principalmente, à família da guardiã do menino — relata.

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O delegado disse ainda que acredita que o menino tenha sido devolvido em função da repercussão que o caso atingiu, pois teria sido levado para viver com as pessoas que o levaram. Caso os suspeitos não se apresentem na delegacia, a polícia pode fazer a condução coercitiva ou pedir a prisão.

Kaik ficará num abrigo até ser ouvido pela Justiça. A determinação foi um pedido do Ministério Público à Justiça após o menino ter relatado que sofria maus tratos dos familiares, desde agressões até a falta de alimentação.

Relembre o caso

Kaik Leonardo Bitinelli Fagundes sumiu no dia 14 de agosto próximo da escola municipal Francisca Borba, onde estudava no bairro Itacolomi. A investigação apurou que invés de ir para a aula, o garoto entrou em um veículo por volta de 13h. O condutor teria dito ao menino que o levaria para o dentista a pedido da avó de criação e responsável legal, Licia Barcelos. Na época, a polícia chegou a obter imagens do suposto automóvel, mas não conseguiu identificar os suspeitos.

A apuração, feita em conjunto com a Delegacia Especializada em Pessoas Desaparecidas de Florianópolis, ouviu mais de 30 depoimentos e fez buscas em 10 cidades do Litoral Norte. Desde o início, o delegado responsável suspeitava que o rapto tivesse ligação com algum familiar.

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