Mobilidade depende do uso de tecnologias e de planejamento Nilson Bastian/Divulgação

Empresários e lideranças discutem a questão da mobilidade nas grandes cidades durante o EEBA 2015

Foto: Nilson Bastian / Divulgação

A efetiva integração de modais de transporte e o uso de aplicativos, somada à atração de novas tecnologias, são essenciais para melhorar a mobilidade. A afirmação é do CEO da Man América Latina e da Volkswagen Ônibus e Caminhões, Roberto Cortes, um dos debatedores do Fórum Mobilidade e Conectividade, que ocorreu na Expoville no último dia do EEBA 2015, nesta terça-feira (22), em Joinville.


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O executivo destacou a importância da utilização de conectividade de meios de transporte por mapas, integração de dados para aumentar a segurança e eficiência no tráfego. Ele defende que um único órgão centralize as ações e o planejamento brasileiro em mobilidade para o País obter melhores resultados práticos. E aponta a privatização como forma para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Cortes disse que o Brasil precisa investir em ferrovias e portos.

– O Brasil necessita investir em ferrovias e melhorar seus portos. Se não tivéssemos a crise, teríamos dificuldades de movimentação de cargas nos portos (devido às limitações operacionais) – ressaltou.


Demora na execução

O número 1 da BMW no Brasil, Gerard Degen, afirmou que o planejamento brasileiro é bom, mas que falta execução. Ele citou o caso da BR-280, que atravessa o Planalto Norte e se estende até o Porto de São Francisco do Sul.

– A licença (para a obra de duplicação) foi dada. Agora é preciso executar – cobrou Degen, lembrando que a duplicação está planejada há tempos e que se trata de uma rodovia sobrecarregada, onde acontecem muitos acidentes fatais.

Para a vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Gleide Patrizi, é preciso pensar a longo prazo e em planos que tenham continuidade independente dos ciclos políticos. Ela ressaltou que, mesmo com a crise atual, a perspectiva é de que em 20 anos a quantidade de carros por habitante dobre.

Para o presidente da T- Systems do Brasil, Ideval Munhoz, é bem possível haver uma mudança de mentalidade na população a médio prazo.

– O automóvel pessoal passará a ser visto como um serviço, não mais como um bem material – observou.

Além do modelo de negócios as mudanças na mobilidade devem afetar o próprio modelo de trabalho das indústrias. Na percepção do vice-presidente da Fiesc, Mário Cézar de Aguiar, a concentração das pessoas nas grandes cidades impactará fortemente no comportamento.

– Elas terão que ficar cada vez mais em casa. Isso irá impactar no setor produtivo, que terá que rever a forma de se produzir – reforçou.

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