Modelo vítima de acidente em São Paulo é sepultada no interior do RS Itamar Aguiar/ Agência Freelancer/Agência Freelancer

Velório ocorre neste sábado no CTG Marciano Brum, em Soledade

Foto: Itamar Aguiar/ Agência Freelancer / Agência Freelancer

Centenas de pessoas se despediram de Mariana Livinalli Rodriguez em Soledade, no norte do Rio Grande do Sul, neste sábado. Aos 25 anos, a modelo morreu na última quinta-feira, dois dias depois de sofrer um acidente de bicicleta no caminho para o trabalho.

O velório ocorreu no CTG Marciano Brum para comportar o grande número de pessoas, e o enterro foi realizado às 14h30min no cemitério municipal da cidade natal da jovem e onde moram a irmã e os pais.

— Mariana era extremamente alegre e positiva, do tipo de pessoa que não quer o mal de ninguém. Ela estava sempre com um sorriso no rosto — diz o pai, Heber Daniel Rodriguez Affonso, de 57 anos.

Ciente de que a saudade será sua companheira, confessa que a situação ainda não foi bem assimilada.  

— Parece que não é real, ainda mais pela forma como tudo aconteceu. Agora vamos ter que aprender a viver com a dor, pois vamos sentir isso para sempre.

Ele comenta que via a filha a cada dois meses e que o último encontro aconteceu no mês passado, quando a modelo foi até Soledade visitar a família. Sobre o acidente, Affonso se diz revoltado.

— Se a educação do trânsito paulistano fosse melhor, essa vida magnifica não teria sido perdida.

Amiga da modelo desde o tempo de escola, Eliza Silveira Malaggi, 25 anos, conta que, mesmo distante, mantinha contato frequente com a modelo.

— A Mariana era uma amiga sincera. Com ela, foi um pedaço de mim.

Mariana pedalava pela ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital paulista, pouco depois do meio-dia da útlima terça-feira, quando colidiu com um ônibus. A modelo foi socorrida e levada para o Hospital das Clínicas com traumatismo craniano e acabou não resistindo aos ferimentos.


Foto: JOY Model Management/Divulgação

Natural de Soledade, município de 30 mil habitantes, Mariana morava há dois anos em São Paulo. A carreira de modelo começou aos 15 anos e, aos 17, a gaúcha se mudou para a Ásia. De volta ao RS, ela começou a cursar Comunicação Social na PUCRS, mas interrompeu os estudos para se dedicar às passarelas.

Atualmente, trabalhava para a agência JOY Model Management. Entre outros trabalhos, foi duas vezes capa da revista Women's Health, fez editoriais das revistas Boa Forma, Nova, fez campanha para a C&A, e, recentemente, para a Monange.

Em sua conta no Facebook, a JOY Model Management, agência para a qual Mariana trabalhava, lamentou a morte: "Ficam as lembranças desta profissional gentil, amável e promissora. Um ser humano iluminado. Mariana deixará saudades."

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A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que aguarda "investigação da polícia para esclarecer as circunstâncias". Informou que o acidente aconteceu em um cruzamento onde há um semáforo, com um foco específico para conversão de ônibus à esquerda e outro específico para ciclistas. No entanto, o órgão não sabe informar para quem o sinal estava aberto.

A Ciclocidade, Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, publicou uma nota lamentando "mais uma tragédia do ainda violento trânsito da cidade" e repudiando tentativas de "caracterizar como irresponsáveis as pessoas que optam por se deslocar de bicicleta pela capital paulista. Mariana tinha o direito de transitar de bicicleta. O que deve ser discutido é como aprimorar a segurança e como minimizar as chances de tragédias como esta."

Uma Ghost Bike, “bicicleta fantasma”, será instalada em São Paulo em alusão ao acidente de Mariana. A pedalada vai partir, às 19h da próxima terça-feira, da Praça do Ciclista e vai até o local do acidente, na Avenida Faria Lima.

* Zero Hora

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