Mulher passa mal e morre após perder o irmão em um homicídio em Joinville Leo Munhoz/Agencia RBS

O velório de Ângela começou poucas horas após o enterro do irmão

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Enquanto ainda acontecia o velório do mecânico Jaime Gonçalves, 35 anos, que foi morto na madrugada de sábado no bairro Aventureiro, em Joinville, a irmã dele, Ângela Gonçalves Alano, de 41 anos, teve um infarto fulminante. Ela foi levada para o Pronto Atendimento do bairro, mas não resistiu. Ângela era sócia-proprietária da mecânica da família, que ela e o irmão herdaram do pai, Antônio Gonçalves.

Segundo uma prima, Bruna Roberta Victorino Vieira, Ângela cuidou de todo o velório do irmão, desde o reconhecimento do corpo no Instituto Médio Legal até a escolha do caixão. Ela sofria de pressão alta e passou mal logo depois de dar o jantar ao seu filho de cinco anos. 

— Se não fosse a morte do irmão, Ângela não teria porque passar mal. Eles se amam muito e ela disse que sentia que Jaime estava pedindo para ela partir — afirma Bruna.

Ângela deixou marido e dois filhos, de cinco e de 17 anos. Jaime deixou esposa e uma filha de quatro meses. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele foi chamado por um cliente para consertar um veículo em uma lateral da rua Tuiuti quando um carro vermelho encostou. De dentro dele foram efetuados vários disparos, atingindo Jaime e o proprietário do veículo que ele consertava, Rafael Sperandio, de 28 anos, que também morreu, e outro homem que foi ferido na perna.

Segundo familiares, os pais de Jaime e Ângela estão em choque e sobreviveram aos velórios à base de calmantes.

— Eles perderam um filho há quase 30 anos por causa de um câncer. Agora, perderam os dois. É uma dor muito  forte — conta Bruna.

Ângela está sendo velada na Associação de Moradores Amigos do Castelo Branco, no bairro Aventureiro. Ela será enterrada no cemitério São Sebastião na segunda-feira, às 9 horas.

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