Operação apreende cerca de três toneladas de mercadorias falsificadas em Balneário Camboriú Marcos Porto/Agencia RBS

Mercadorias apreendidas no camelódromo encheram um caminhão da Receita

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Uma operação, comandada pela Receita Federal, Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Conselho Estadual de Combate à Pirataria (Cecop) e Secretaria Estadual da Fazenda, apreendeu cerca de três toneladas de mercadorias falsificadas na tarde desta quinta-feira em Balneário Camboriú. Ao todo, foram fiscalizadas 13 lojas do camelódromo da cidade e recolhidos aproximadamente 200 volumes, incluindo peças de roupas e alguns eletrônicos. A estimativa é que o preço de custo dos itens apreendidos ultrapasse R$ 300 mil — no varejo esse valor pode chegar a duas ou três vezes mais.

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O delegado Raphael Souza Werling de Oliveira, da Divisão de Defraudações e Pirataria da Deic, informou que a fiscalização é uma forma de reprimir a pirataria e a importação ilegal de mercadorias. Segundo ele, a apreensão é fruto de denúncias e de um levantamento feito pelo serviço de inteligência da Deic.

— As apreensões se concentraram em lojas que vendiam roupas falsificadas e também algumas de produtos eletrônicos. A partir de agora vamos continuar o trabalho de investigação para identificar todos proprietários e quem faz a importação desses produtos — afirma.

Entre as mercadorias apreendidas estão camisas, bermudas, calças, camisetas e blusões de marcas conhecidas, como Empório Armani, Calvin Klein, Hugo Boss, Tommy Hilfiger, Hollister, Lacoste, Rip Curl, Quiksilver e Mormaii. Além disso, havia cerca de 15 mil peças falsificadas da catarinense Dudalina.

— O Conselho recebeu denúncias do setor têxtil de Santa Catarina e repassou aos outros órgãos para que articulassem essa operação. São produtos oriundos de outros países que entram, muitas vezes, sem documentação e sem pagar os devidos impostos — observa o presidente do Cecop, Jair Antonio Schmitt.

Os estabelecimentos ainda poderão apresentar defesa e a comprovação de origem das mercadorias, através das notas fiscais. Caso contrário, é decretado o perdimento e os itens são destruídos pela Receita. Os responsáveis também poderão responder pelos crimes de descaminho, contrabando e pirataria. A operação desta quinta contou com a participação de mais de 20 servidores da Receita Federal e cerca de 20 policiais civis. O Procon SC também esteve na cidade.

Receita apreendeu bebidas no camelódromo em junho

No início do mês de junho, outra operação da Receita Federal, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu R$ 700 mil em mercadorias em três lojas de bebidas e um depósito em Balneário Camboriú. Os estabelecimentos também ficam no camelódromo da cidade e são suspeitos de praticar crime de descaminho (importar produtos sem pagar impostos ou obedecer os controles para entrada no país). Na ocasião, foram retidas 2,4 mil garrafas da bebida.

O inspetor-chefe da Receita Federal em Itajaí, Luiz Gustavo Robetti, explica que a operação desta quinta-feira não tem ligação com a última feita em junho. De acordo com ele, a ação foi pontual e focada em um tipo de mercadoria.

— A Receita monitora vários locais para coibir a prática de crimes. Essa operação foi deflagrada depois que fizemos um levantamento detalhado — observa.

> para coibir a prática de crimes. Essa operação foi deflagrada depois que fizemos um levantamento detalhado — observa.

O SOL DIÁRIO
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