Oposição pede intervenção de Temer no impasse sobre doações de campanha Cristiano Estrela/Agencia RBS

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Líderes da oposição na Câmara pediram ao vice-presidente Michel Temer, nesta quarta-feira, que atue para resolver o impasse sobre o financiamento empresarial de campanhas no Congresso.

Deputados do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade pediram ao peemedebista para que tentasse convencer o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que permite a doação de empresas aprovada pela Câmara no mês passado. Em outra frente, também esperam que os vetos da presidente Dilma Rousseff a pontos do projeto de reforma política também possam ser apreciados nesta quarta.

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Segundo o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), Temer telefonou para Renan e pediu para que ele recebesse o grupo de parlamentares para conversar sobre o assunto.

Para Araújo, a atual situação cria uma insegurança jurídica para as eleições municipais do ano que vem. Para ele, a PEC seria o caminho mais fácil para resolver o impasse.

— Eu acho que a PEC dá uma solução definitiva, estabiliza o processo, chama o Supremo a ter que reavaliar a sua posição e isso dá estabilidade ao sistema — disse.

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Levy e a manutenção dos vetos

Após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reafirmou a importância de manter os vetos presidenciais que devem ser votados nesta quarta-feira.

— A manutenção dos vetos é muito importante. Cada veto que é mantido, é imposto a menos que a gente paga — disse, ao sair da presidência do Senado.

Como argumento para convencer os parlamentares a não aumentar, ainda mais, as despesas nas contas públicas, Levy ponderou que o valor dos vetos "somam duas CPMFs", se referindo ao imposto que ele propôs para reequilibrar as contas para o próximo ano.

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— É muito dinheiro que a gente tem que evitar de gastar neste momento para não ter mais impacto nos impostos — ressaltou Levy.

Há uma previsão de que os vetos sejam votados nesta quarta-feira, mas ainda não há horário marcado para o início da sessão.

*Estadão Conteúdo

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