PCC x PGC: os conflitos com tiroteios e mortes em regiões catarinenses Guto Kuerten/Agencia RBS

PM em ocupação na Chico Mendes, em Florianópolis: uma das comunidades conflagradas.

Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Inimigos nas principais regiões catarinenses, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) têm protagonizado conflitos armados por território em Santa Catarina.

Entre os delegados da Polícia Federal, Gustavo Trevisan é um dos poucos que não esconde a tentativa do PCC de vir para Santa Catarina e confirma a existência de investigações em andamento para identificar e desestruturar redes ilícitas.

Uma delas abrange o crime de lavagem de dinheiro por traficantes de drogas em Balneário Camboriú.

– O PCC é uma ameaça em Santa Catarina, principalmente pela disputa de território. Da nossa parte, há suspeitas que estejam vindo ao Estado para se esconder ou montando rotas para a exportação de cocaína pelos portos. Costumam atuar com lavagem de dinheiro em imóveis e veículos – assinala o delegado Gustavo Trevisan, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal.

Os fortes indícios que os federais têm para mapear a presença do PCC em Santa Catarina incluem a captura de foragidos, a prisão por tráfico de drogas e até de doleiros, entre ações da PF, polícias Civil e Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público catarinense.

A Máfia das Cadeias

Em abril de 2013, na série de reportagens A Máfia das Cadeias, o DC já alertava que o conflito entre as duas facções crescia a cada dia e que um banho de sangue por pontos de tráfico de drogas poderia estar a caminho. Em março daquele ano, houve um intenso tiroteio no Morro Dona Wanda, em São José.

O PCC tentou invadir a comunidade e foi refutado à bala. Esses episódios de confronto se intensificaram de lá para cá e as disputas têm feito as comunidades conflagradas reféns.

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Diário Catarinense
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