Polícia afirma que atentado em Balneário Camboriú foi retaliação Luiz Carlos Souza/Especial

Carros queimados podem render prejuízo de R$ 250 mil ao Estado

Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

Titular da Delegacia de Balneário Camboriú, no Bairro das Nações, o delegado Márcio Colatto afirma que a principal linha de investigação da Polícia Civil para esclarecer o atentado ocorrido na noite de terça-feira é a retaliação. Bandidos estariam reagindo à prisão de uma quadrilha de arrombadores de caixas eletrônicos e à prisão de um membro do alto comando da facção criminosa PGC.

::: "O que deve motivar reação do Estado não é atentado, mas estatística", diz delegado

A ação ocorreu por volta de 23h. Um homem, vestido de preto, arremessou coquetel molotov contra um caminhão apreendido que estava em frente à delegacia. O fogo se alastrou por outros três carros _ dois Corsa e uma Range Rover Evoque.

A delegacia não tem espaço para manter os veículos apreendidos em local adequados, por isso eles ficam estacionados na rua. Caso os proprietários acionem o Estado na Justiça, o atentado pode causar prejuízo de R$ 250 mil aos cofres públicos (considerando apenas o valor dos veículos).

O incêndio danificou a fiação de internet e telefone da Rua Inglaterra, onde fica a delegacia. Pela manhã, técnicos tentavam restabelecer os serviços.

Sem imagens

Esta é a primeira vez, segundo o delegado, que bandidos atacam diretamente a DP. Há uma câmera de monitoramento no lado de fora da delegacia, mas o equipamento está virado para o lado oposto ao do atentado. Por enquanto, a polícia não tem nomes de suspeitos.

De estrutura precária, a delegacia de Balneário Camboriú fica em uma rua residencial e movimentada. O Estado tem planos de construir um novo prédio, mas a prefeitura brecou a obra no mesmo local e ofereceu um novo terreno, na Avenida das Flores, para a construção.

O processo de "troca" de terrenos se arrastou por meses e só recentemente foi concluído. A obra não tem data para começar. 

 

O SOL DIÁRIO
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