Polícia Civil investiga casal por morte de bebê em Blumenau Gilmar de Souza/Agencia RBS

Corpo foi enterrado nas proximidades de um campo de futebol na Rua Anchieta

Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS

A Polícia Civil de Blumenau investiga o caso de um bebê encontrado morto nesta semana no Garcia. Segundo o delegado responsável pela ocorrência, Davyd de Oliveira Girardi, a mãe da criança e companheiro dela, um casal de haitianos, são os suspeitos. O corpo do menino foi encontrado pela Polícia Civil quinta-feira com sinais de asfixia e enterrado às margens do ribeirão Garcia.

João Woody Joachin, 28 anos, e Bertina Milien, 22, foram presos em flagrante e levados ao Presídio Regional de Blumenau. Como o crime ocorreu no Brasil, eles podem ser julgados conforme o Código Penal brasileiro e responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A pena varia de 12 a 33 anos de reclusão.

Segundo a Polícia Civil, a mãe teria assassinado o bebê nascido dia 11 no Hospital Santo Antônio por não ter condições financeiras de sustentá-lo. Não se sabe exatamente o dia em que o menino foi morto. Até o fechamento da edição o corpo permanecia no Instituto Médico Legal (IML), aguardando familiares para liberação.

— A história é surreal. Foi o próprio homem que nos mostrou onde o corpo estava enterrado — conta Girardi.

O homem teria confessado a Girardi que a mulher asfixiou o bebê com um lençol que foi atado em volta do pescoço e ele enterrou o corpo nas proximidades de um campo de futebol da Associação Kolping, nas Rua Anchieta. A polícia começou a investigar o caso após o casal ter ido a uma unidade de saúde do bairro Garcia e informado o desaparecimento da criança. O Conselho Tutelar foi acionado e comunicou o fato à Civil.

Casal está na cidade há poucos meses

No início do depoimento à polícia _ que foi feito com o auxílio de um tradutor pois o casal não fala português _ a dupla chegou a afirmar que a criança teria tido um mal-súbito e morrido em casa. Após, teriam entregado o corpo do menino a uma pessoa que passava de carro em frente à residência, na Rua Ipiranga, no Garcia.

Segundo a mulher, o procedimento faria parte da cultura haitiana, assim como atar um pano em volta do pescoço do cadáver de um bebê. No depoimento Joachin disse estar no Brasil há 10 meses. A mulher, desempregada, estaria há apenas 30 dias em Blumenau.

Um defensor público deve ser nomeado para defendê-los. Girardi informou que o crime de infanticídio não se enquadra no caso – a prática é caracterizada quando a mãe mata o filho no pós-parto movida por depressão e incapacitada de distinguir o certo do errado.
JORNAL DE SANTA CATARINA
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