Polícia encontra sete corpos em casa de suposto serial killer de São Paulo MARCO AMBROSIO/ESTADÃO CONTEÚDO/

A polícia encontrou mais dois corpos na casa do pintor, dentro de uma casa em um beco da Favela Alba, nesta terça

Foto: MARCO AMBROSIO/ESTADÃO CONTEÚDO

CORREÇÃO: diferentemente do que as agências de notícias haviam informado, foram sete corpos encontrados, não oito. O texto já foi corrigido.

O pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira, de 41 anos, apontado como serial killer pela polícia, é suspeito de ter assassinado pelo menos sete pessoas dentro de uma casa em um beco da Favela Alba, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Nesta terça-feira, agentes encontraram mais um corpo no local. No dia anterior, já haviam localizado outros seis.

Oliveira é suspeito de ter assassinado as oito vítimas. As buscas no local continuam nesta terça-feira, com uma equipe do Corpo de Bombeiros, que conta com dois cachorros, um treinado para encontrar e salvar vítimas e outro para localizar corpos.

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Além dos corpos, foram encontrados ossos humanos no imóvel: um fêmur, uma tíbia e um ílio. Já haviam sido localizados na casa dois crânios, pele humana e roupas de criança. Também foi apreendido um fogão ensanguentado, mas não há indícios, segundo a polícia, de canibalismo.

A Polícia Civil apura se o pintor está envolvido no desaparecimento de pelo menos outras cinco pessoas na região. O Corpo de Bombeiros foi chamado para quebrar o sobrepiso da residência onde ele morava e do cortiço para onde ele levava as vítimas. De acordo com a polícia, as pessoas que podem ter sido assassinadas pelo pintor eram usuárias de drogas atraídas pelo suspeito. A única vítima que foge do perfil é uma vendedora de livros, desaparecida desde o início de junho. Ela teria batido na porta para vender os produtos, foi levada para dentro e teria sido assassinada.

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Conforme, ainda, os investigadores, uma das vítimas que foi encontrada no local já foi identificada e estava desaparecida desde 1º de janeiro. Por isso, a polícia acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior.

O pintor já tinha antecedentes criminais e chegou a ficar preso durante 20 anos por duas condenações por homicídio. Segundo moradores da região, Oliveira aparentava ser uma pessoa "normal e tranquila". Os boletins de ocorrência foram registrados no 35º Distrito Policial (Jabaquara).

A família do acusado teve de fugir do local por ameaça de represália dos moradores. Os pais do pintor estiveram no 35º Distrito Policial na tarde de segunda-feira. De acordo com a polícia, eles disseram que o filho não morava com eles e que eles nunca iam à casa dele. Eles ainda disseram que não desconfiavam do comportamento do filho. Em nota, a polícia informou que o acusado teve a prisão temporária decretada por 10 dias e, depois, pedirá sua prisão preventiva.

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Para os vizinhos, Oliveira é o "Monstro da Alba"

— Ele é um monstro — repetia a aposentada Ednéia Gonçalves, de 64 anos, às crianças que rodeavam a casa do suspeito.

Segundo uma doméstica de 52 anos, o irmão de Oliveira vendia produtos de limpeza de porta em porta nas ruas do Jabaquara. Quando ele não fazia as entregas, a população ia até a casa dele para comprar os produtos e sempre via o pintor.

— Ele cumprimentava a gente. Dava bom dia, boa tarde — contou.

Uma desempregada de 19 anos disse que entrou na casa para fotografar o cenário:

— Quando você entra na casa, vê um monte de buraco, que era onde ele jogava as vítimas. Era um cheiro forte de fossa, esgoto. Mas era cheiro de morte.

Vizinhos do pintor acreditam que os parentes dele encobriam os crimes.

— Não é possível que eles não soubessem de nada. Eles têm participação, sim — disse um adolescente de 16 anos, que afirmou querer matar o pintor.

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