Vítimas de traficantes são procuradas em possível cemitério clandestino, em Florianópolis Emerson Souza/Agencia RBS

Bombeiros fazem buscas com auxílio de três cães farejadores.

Foto: Emerson Souza / Agencia RBS

Corpos de possíveis vítimas da violência imposta por traficantes de drogas são o que procuram policiais civis, militares e bombeiros nesta operação desencadeada nesta terça-feira no Norte da Ilha.

A polícia afirma que houve denúncia sobre dois homens e uma mulher que teriam sido enterrados por criminosos em um cemitério clandestino na região do kartódromo, na Vila União.

Três cães farejadores dos bombeiros de Curitibanos, Blumenau e Itajaí foram mobilizados, mas o forte vento no local dificulta os animais a sentirem o cheiro das pessoas mortas. As vítimas seriam moradoras de Florianópolis e estão desaparecidas há mais de três meses.

— Houve um cruzamento de informações e denúncias recebidas pelas delegacias de Homicídios e Desaparecidos de três pessoas independentes (sem relação entre si) que teriam sido enterradas para esconder o crime da polícia num local de difícil acesso. Possivelmente eram usuários que foram alvo de vingança e violência do tráfico, mas ainda não sabemos detalhes — afirmou a policial civil Márcia Hendges, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas.

A polícia e os bombeiros procuram os corpos dentro e fora do kartódromo e escavações estão sendo feitas.

A mobilização envolve policiais civis das Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar (Pelotão de Patrulhamento Tático, Choque e Canil) e Corpo de Bombeiros.

Novas denúncias podem ser dadas aos telefones 181 (disque denúncia da Polícia Civil) ou 190 (PM).

Denúncias de mais cemitérios

Esta não é a primeira vez que a polícia de Florianópolis se mobiliza para descobrir lugares que serviriam como cemitérios clandestinos de vítimas do tráfico de drogas.

Em março de 2010, houve buscas para localizar o corpo do adolescente Nathan Fernandes Varela, 17 anos, no Morro da Macumba, no Maciço do Morro da Cruz.

O preso pelo assassinato de Nathan acompanhou a tentativa de achar o corpo, mas sem sucesso. Até hoje o corpo do adolescente, que morava no Morro do Horácio e trabalhava numa lanchonete, nunca foi encontrado.

Policiais civis afirmam que também há denúncias de cemitério clandestino no Morro da Mariquinha.

DIÁRIO CATARINENSE
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