Análise de novo pedido de impeachment será dentro da legalidade, diz Cunha Alex Ferreira / Câmara dos Deputados / Divulgação/

Novo pedido de impeachment foi protocolado nesta quarta-feira

Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados / Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometeu nesta quarta-feira analisar com "toda isenção" o novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, protocolado pela manhã por líderes da oposição.

— Vamos processar dentro da normalidade e legalidade — afirmou o peemedebista em breve discurso em seu gabinete ao lado de mais de 10 lideranças do DEM, PSDB, PPS e Solidariedade, após receber a petição.

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A petição e as justificativas chegaram à Câmara em três grandes pastas azuis, carregadas pelos parlamentares oposicionistas em um carrinho de ferro. Elas foram levadas à sala de reuniões do gabinete da presidência da Câmara, onde foram colocadas na mesa junto com uma bandeira do Brasil assinada por deputados da oposição e outros apoiadores do impeachment.

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O pedido foi elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal e conta com apoio de 45 movimentos sociais.

Em rápido discurso no gabinete do presidente da Câmara, o líder do PSDB na Casa, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirmou que esse não era um movimento da oposição, mas, sim, uma causa da população. Segundo ele, o PT "se notabilizou" por ter dois dos seus ex-presidentes presos (José Genoino e José Dirceu) bem como dois tesoureiros (Delúbio Soares e João Vaccari Neto).

— É um partido com a marca da corrupção, e o governo da presidente Dilma também tem a marca da corrupção e da mentira — disse.

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Representando os três juristas que apresentaram o pedido, a filha do ex-petista Hélio Bicudo Maria Lúcia Bicudo afirmou que o pedido de afastamento da presidente Dilma apresentado nesta quarta-feira é "para o bem" do país. Ela defendeu que, em meio à crise pela qual o Brasil passa, os jovens precisam usar suas energias para pedir mudanças.

— Como diria Ulysses Guimarães, a praça pública é maior que as urnas — afirmou.

* Estadão Conteúdo

ESTADÃO CONTEÚDO
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